As perspectivas dos líderes para 2026: Pedro Pimenta, presidente da Comissão Executiva do ABANCA Portugal

A visão de Pedro Pimenta, presidente da Comissão Executiva do ABANCA Portugal.

Executive Digest

2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, mar­cado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.

Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que Pedro Pimenta, presidente da Comissão Executiva do ABANCA Portugal, antecipa para um ano que exige, com responsabilidadedecisãoexecuçãoequilíbrios delicados, optimismo esperança (com cheiro a pólvora) ambição colectiva.



  1. Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
  2. Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
  3. Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
  4. Uma palavra que possa definir 2026.

 

1. O principal desafio da banca em 2026 continuará a ser o equilíbrio entre três eixos exigentes: crescimento sus­tentável, transformação digital e enquadramento regulatório cada vez mais complexo.

Para o ABANCA Portugal, 2026 será um ano-chave de consolidação. Depois de um ciclo intenso de crescimento e integração, nomeadamente com o EuroBic, o foco estará em unir sinergias, reforçar a eficiência operacional e aprofundar as relações com os clientes, sem perder o modelo de banca de proximidade.

Outro desafio relevante será a gestão de talento: atrair, de­senvolver e reter equipas qualificadas num setor em profunda transformação, conciliando novas competências digitais com experiência bancária sólida.

2. O contexto geopolítico continuará a ter impacto direto e indireto na banca. A fragmentação económica glo­bal, os conflitos prolongados e a instabilidade em cadeias de abastecimento influenciam a inflação, as taxas de juro, o crescimento económico e a confiança dos agentes económicos.

Para a banca, isso traduz-se numa maior volatilidade, numa gestão de risco mais exigentes e numa necessidade reforçada de prudência na concessão de crédito. Ao mesmo tempo, aumenta a importância de apoiar empresas na diversificação de mer­cados, na internacionalização e na adaptação a novos riscos.

Uma leitura atenta do contexto internacional e a proximi­dade ao tecido empresarial são essenciais para transformar as incertezas em decisões informadas e responsáveis.

3. Uma das grandes oportunidades passa por afirmar a banca como um parceiro central da transição económica em curso, seja na transição energética, no investimento produtivo, na inovação ou no apoio às PME e famílias.

Em particular, a mobilização da poupança para investimento de longo prazo será um tema crítico, alinhado com iniciativas europeias como a União da Poupança e dos Investimentos.

A banca terá aqui um papel essencial, desde que conju­gue produtos adequados, aconselhamento responsável e literacia financeira.

Para o ABANCA Portugal, 2026 será também uma oportunidade para crescer com clientes novos para além de reforçar o apoio aos clientes que vivem, investem ou operam entre Portugal e Espanha, e para continuar a conjugar tecnologia avançada com um modelo de relação próximo e humano – um fator diferenciador num mercado cada vez mais digital.

4. RESPONSABILIDADE.

Responsabilidade na gestão do risco, na utilização da poupança dos clientes, nas decisões estratégicas e na forma como a banca contribui para a economia real. Num con­texto exigente, será essa responsabilidade, aliada à visão de longo prazo, que fará a diferença entre crescimento duradouro e soluções de curto prazo.

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