Mau tempo: REN já removeu 80% dos cabos e 20% das infraestruturas danificadas

A REN — Redes Energéticas Nacionais já desmontou cerca de 80% dos cabos e 20% das infraestruturas danificadas pela depressão Kristin, prosseguindo os trabalhos de recuperação no terreno e prevendo a reposição integral dos postes “nas próximas semanas”.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 10, 2026
15:20

A REN — Redes Energéticas Nacionais já desmontou cerca de 80% dos cabos e 20% das infraestruturas danificadas pela depressão Kristin, prosseguindo os trabalhos de recuperação no terreno e prevendo a reposição integral dos postes “nas próximas semanas”.

Em comunicado, a gestora das redes elétricas detalhou que as equipas que estão no terreno desde as primeiras horas – atualmente cerca de 250 trabalhadores e 50 meios pesados – estão a recolher material danificado e a avançar com a reconstrução, em linha com o plano de recuperação definido para repor, com a maior brevidade possível, infraestruturas essenciais do Sistema Elétrico Nacional (SEN).

Nas zonas afetadas, os trabalhos de reconstrução das linhas já foram iniciados, estando as equipas a realizar todos os passos necessários para a abertura de fundações e montagem de novos postes.

A REN assegura ainda já ter aprovisionado uma grande parte dos materiais necessários para estas operações.

“A reposição integral dos postes deverá ocorrer nas próximas semanas, de acordo com um plano que implicou a realocação de equipas para trabalhos considerados prioritários”, refere a empresa.

A depressão Kristin provocou a queda ou danos graves em 101 postes de muito alta tensão e deixou fora de operação 774 quilómetros de linhas da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade.

“As ações preventivas realizadas antes da chegada da depressão permitiram assegurar a normalidade do abastecimento do SEN, apesar dos danos registados. Não se verificaram interrupções atribuídas às infraestruturas operadas pela REN, exceto cortes localizados na área da Subestação do Zêzere, parcialmente destruída”, refere a empresa.

A REN garante ainda que desde a madrugada de 27 de janeiro “várias áreas da empresa estão empenhadas na recuperação total das infraestruturas afetadas, em articulação com a E-Redes, a Red Eléctrica de España, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e outras entidades, incluindo autoridades governamentais”.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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