O ministro do Interior polaco, Waldemar Żurek, classificou como “chantagem” as declarações do embaixador dos Estados Unidos na Polónia, Tom Rose, que levantou a hipótese de retirar tropas e equipamentos estacionados no país. A polémica surge numa altura de tensão diplomática, após a recusa do presidente do Parlamento polaco, Wlodzimierz Czarzasty, em apoiar a nomeação de Donald Trump para o Prémio Nobel da Paz.
Em declarações à televisão pública, Żurek considerou a atitude de Rose “completamente frívola” e sublinhou que a Polónia “não cederá a qualquer chantagem”. O ministro apelou ainda aos cidadãos e à oposição para que se mantenham unidos em defesa do presidente do Parlamento.
As declarações do embaixador surgiram numa mensagem publicada nas redes sociais, em que questionava se os Estados Unidos deveriam retirar os seus soldados e equipamentos do país, numa referência indireta à pressão sobre Czarzasty. O líder do Parlamento polaco tinha rejeitado o pedido dos homólogos americano e israelita para apoiar Trump, alegando que o então presidente americano “desestabiliza” organizações internacionais e “viola o direito internacional”.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, interveio na troca de mensagens, defendendo que “os aliados devem respeitar-se mutuamente e não dar lições uns aos outros”. Rose, por sua vez, afirmou que os comentários de Czarzasty prejudicaram seriamente uma “excelente relação” entre os dois países e reforçou que “não permitirão que ninguém prejudique as relações entre os EUA e a Polónia ou desrespeite o presidente Donald Trump”.
A postura do embaixador gerou também críticas nos Estados Unidos. O congressista republicano Don Bacon pediu a sua destituição, numa altura em que o incidente evidencia tensões diplomáticas significativas entre os aliados.









