Chuva, vento severo e agitação marítima: depressão Marta atinge hoje Portugal em força. Saiba o que esperar

De acordo com o ‘Luso Meteo’, hoje deverá ser o dia mais crítico, com possibilidade de chuva muito intensa, rajadas severas de vento e dois períodos distintos de maior impacto: um durante a manhã, sobretudo no Sul, e outro durante a tarde, com maior incidência no Norte do país

Executive Digest
Fevereiro 7, 2026
8:00

A depressão Marta deverá provocar um agravamento significativo do estado do tempo em Portugal continental ao longo deste fim de semana, com especial impacto este sábado, marcado por precipitação intensa, vento forte e agitação marítima severa. As previsões apontam para um cenário meteorológico exigente, com riscos elevados de cheias, inundações rápidas e movimentos de massa, numa altura em que os solos se encontram já saturados após vários episódios de chuva persistente.

De acordo com o ‘Luso Meteo’, hoje deverá ser o dia mais crítico, com possibilidade de chuva muito intensa, rajadas severas de vento e dois períodos distintos de maior impacto: um durante a manhã, sobretudo no Sul, e outro durante a tarde, com maior incidência no Norte do país.

Chuva persistente e solos saturados agravam risco hidrológico

A precipitação associada à depressão Marta poderá assumir caráter persistente e localmente muito intenso, em particular nas regiões a sul do Tejo, onde se preveem acumulados significativos em curtos períodos de tempo. Estão previstos picos de precipitação que poderão atingir 20 milímetros por hora e valores acumulados até 60 milímetros em seis horas, aumentando de forma substancial o risco de cheias rápidas e galgamento de linhas de água.

Com barragens cheias, rios próximos do limite e solos completamente saturados, o risco hidrológico mantém-se elevado, podendo ocorrer inundações mais significativas, especialmente no Sul. A situação favorece também a ocorrência de deslizamentos de terras, derrocadas e enxurradas, num contexto de pressão acumulada sobre os sistemas naturais.

Vento forte e agitação marítima severa

A depressão deverá estar associada a uma pressão mínima próxima dos 995 hectopascais e a um fluxo perturbado de oeste a sudoeste, responsável pelo transporte de ar quente e húmido do Atlântico. Este padrão atmosférico favorece não só a precipitação prolongada, como também o reforço do vento.

As previsões apontam para rajadas que poderão superar os 100 quilómetros por hora em alguns locais, sobretudo no litoral e nas terras altas. No Sul, o vento poderá atingir entre 50 e 60 quilómetros por hora, com rajadas até 100 quilómetros por hora, enquanto no litoral Norte e Centro se antecipa um reforço significativo a partir da tarde.

No mar, a situação será igualmente adversa. Na costa ocidental, são esperadas ondas que poderão atingir os 10 metros, enquanto na costa sul do Algarve a ondulação poderá superar os seis a sete metros, condicionando fortemente a navegação e as atividades marítimas.

Trégua temporária no domingo, mas instabilidade deverá continuar

Após a passagem mais intensa da depressão Marta, está prevista uma trégua temporária no domingo, coincidindo com o dia das eleições, resultado de uma subida momentânea do anticiclone. No entanto, esta melhoria deverá ser passageira, uma vez que os modelos indicam a continuidade da precipitação nos dias seguintes.

Segundo o ‘Luso Meteo’, apesar de a depressão apresentar algumas semelhanças com sistemas anteriores, como a depressão Kristin, tudo indica que não atingirá a mesma intensidade. Ainda assim, os impactos associados à chuva e ao vento justificam um acompanhamento atento da evolução meteorológica e a adoção de medidas preventivas, sobretudo em zonas ribeirinhas, áreas urbanas vulneráveis e regiões costeiras.

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