A chinesa BYD está a acelerar o investimento em infraestruturas de carregamento ultrarrápido e terá desenvolvido uma nova estação capaz de atingir 1.500 kW de potência, um salto significativo face ao sistema de 1.000 kW apresentado em 2025. De acordo com o site especializado ‘Motor1’, trata-se de uma nova geração de tecnologia que poderá aproximar os tempos de carregamento dos veículos elétricos aos do atestar o depósito de um automóvel com motor de combustão.
Enquanto a marca sediada em Shenzhen ainda não fez um anúncio oficial, várias fontes chinesas citadas pela ‘Motor1’ indicam que estas estações de segunda geração deverão atingir mais de 1.360 kW de potência máxima e suportar carregamento a 10 graus. Em termos práticos, modelos como o BYD Han ou o BYD Tang poderão recuperar cerca de 400 quilómetros de autonomia em apenas cinco minutos.
A elevada potência obriga a soluções técnicas específicas. As novas estações deverão recorrer a cabos com refrigeração líquida, com cerca de dois quilos cada, e a sistemas de distribuição inteligente de energia, concebidos para otimizar cada sessão de carregamento e garantir estabilidade mesmo em picos de utilização.
A BYD já dispõe atualmente de 200 estações ativas na China equipadas com pontos de carregamento de 1.000 kW, que deverão ser progressivamente complementadas com os novos equipamentos de 1.500 kW. O plano da marca passa pela criação de uma rede de carregamento em três níveis, composta por estações principais, satélite e periféricas, num modelo pensado para cobrir grandes centros urbanos e zonas de menor densidade.
Segundo o plano divulgado, a construtora pretende alcançar 15.000 estações em funcionamento até 2026, recorrendo a parcerias com empresas especializadas como a Xiaoju Charging e a Xindiantu. Apesar de nem todos os veículos estarem preparados para tirar partido da potência máxima destas estações, a maioria beneficiará de carregamento rápido.
Paralelamente, a BYD continua a apostar em postos com potências entre 200 kW e 600 kW, uma faixa que, apesar de modesta face aos novos valores anunciados, continua a ser elevada quando comparada com a realidade europeia, onde são raras as estações acima dos 300 kW. O objetivo passa por garantir uma infraestrutura robusta e escalável, capaz de acompanhar o crescimento da mobilidade elétrica.













