Como vai estar o tempo nas eleições? Domingo de tréguas após sábado de tempestade forte em todo o País

Portugal prepara-se para atravessar um fim de semana meteorologicamente instável, marcado por dois cenários bastante distintos.

Pedro Gonçalves
Fevereiro 5, 2026
13:07

Portugal prepara-se para atravessar um fim de semana meteorologicamente instável, marcado por dois cenários bastante distintos. O sábado deverá ser dominado por chuva intensa, vento forte e mar muito agitado, enquanto o domingo, dia das eleições, poderá beneficiar de uma melhoria temporária das condições atmosféricas. As previsões são do portal especializado LusoMeteo.pt, que antecipa uma pausa passageira na precipitação antes de novo agravamento nos dias seguintes.

De acordo com a análise divulgada, a instabilidade deverá intensificar-se já no sábado com a possível formação de uma nova depressão atlântica, provisoriamente designada tempestade Marta, associada a um sistema frontal ativo. Ainda assim, para domingo é esperada uma curta “trégua”, cenário que poderá facilitar as deslocações da população às mesas de voto.

O LusoMeteo.pt aponta para um contraste evidente entre os dois dias. Depois de um sábado descrito como de “verdadeira tempestade”, o domingo, 8 de fevereiro, deverá apresentar condições mais estáveis, fruto de uma subida temporária do anticiclone.

Esta estabilização atmosférica permitirá um período mais calmo, com menor probabilidade de chuva intensa e vento severo. No entanto, os especialistas sublinham que a melhoria será apenas transitória, já que a precipitação deverá regressar nos dias seguintes. Ainda assim, a redução do risco meteorológico poderá criar uma janela mais favorável à mobilidade dos eleitores.

Possível tempestade Marta coloca sábado sob forte instabilidade
Antes dessa acalmia, o cenário previsto para sábado, 7 de fevereiro, é substancialmente mais exigente. O portal acompanha a evolução de uma perturbação atmosférica que poderá atravessar a Península Ibérica com uma pressão mínima próxima dos 995 hPa, integrada num fluxo perturbado de oeste.

Este sistema deverá transportar grandes quantidades de humidade, sobretudo para o sul do país, com a passagem de uma frente fria ativa. O vento poderá intensificar-se em dois momentos distintos, primeiro durante a manhã nas regiões a sul e, mais tarde, no litoral norte, entre o Porto e Peniche.

Embora apresente algumas semelhanças com a tempestade Kristin, os meteorologistas consideram que não deverá atingir a mesma severidade. Ainda assim, admitem rajadas que podem ultrapassar os 100 quilómetros por hora em alguns locais, sendo a precipitação o principal motivo de preocupação.

Chuva forte, neve nas serras e mar muito agitado no continente
Para o continente, a previsão aponta para céu muito nublado ou encoberto, sobretudo a sul do Tejo durante a manhã, com abertas apenas ao final da tarde. Esperam-se períodos de chuva forte nessas regiões até meio da tarde, passando depois a aguaceiros, enquanto no restante território os aguaceiros deverão ser moderados a fortes.

A queda de neve é possível acima dos 1100 a 1300 metros de altitude. O vento soprará forte no sul, entre 50 e 60 quilómetros por hora, com rajadas até 80 ou 100, diminuindo gradualmente durante a tarde. No norte e centro, o vento começará mais fraco, mas deverá intensificar-se no litoral, com rajadas que podem atingir 85 quilómetros por hora e pontualmente 100.

O estado do mar será particularmente severo. Na costa ocidental, as ondas poderão chegar aos 10 metros, enquanto na costa sul do Algarve poderão ultrapassar os seis a sete metros. A temperatura da água deverá rondar os 14 graus no litoral oeste e os 15 graus no Algarve.

Risco elevado de cheias e deslizamentos
O contexto hidrológico agrava as preocupações. Com barragens cheias, rios próximos do limite e solos saturados após vários dias consecutivos de chuva, o LusoMeteo.pt alerta para a possibilidade de cheias significativas, enxurradas, deslizamentos de terra, derrocadas e movimentos de massa, sobretudo nas regiões do sul.

Estão previstos picos de precipitação que podem atingir 20 milímetros por hora e até 60 milímetros em seis horas, valores considerados elevados e com potencial para provocar ocorrências localizadas de maior gravidade.

Açores e Madeira também sob influência da instabilidade
Nos Açores, são esperados períodos de céu muito nublado com abertas, alternando com chuva ou aguaceiros mais frequentes nas ilhas ocidentais e centrais. O vento deverá soprar moderado a forte de oeste, rodando depois para sudoeste ou sul, podendo atingir rajadas até 80 quilómetros por hora no grupo ocidental. A ondulação poderá situar-se entre três e cinco metros.

Na Madeira, prevê-se céu muito nublado, com nevoeiros nas zonas montanhosas e períodos de chuva fraca, sobretudo até final da manhã e nas terras altas. O vento será moderado a forte, com rajadas até 65 quilómetros por hora, e a ondulação poderá atingir três a quatro metros.

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