Mau tempo: Seguradora Crédito y Caución adota medidas excecionais para apoiar empresas afetadas

A Crédito y Caución prorrogou os prazos de comunicação de sinistros por parte das empresas situadas nos concelhos abrangidos pela situação de calamidade e aplicou medidas para facilitar a negociação de créditos cobertos, anunciou hoje a seguradora

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 5, 2026
13:06

A Crédito y Caución prorrogou os prazos de comunicação de sinistros por parte das empresas situadas nos concelhos abrangidos pela situação de calamidade e aplicou medidas para facilitar a negociação de créditos cobertos, anunciou hoje a seguradora.

Em comunicado, a Crédito Y Caución refere que estas iniciativas se inserem num conjunto de medidas excecionais com o objetivo de apoiar as empresas afetadas pela tempestade Kristin, sobretudo na região Centro do país.

No âmbito deste regime excecional, a Crédito y Caución decidiu conceder uma prorrogação automática dos prazos de comunicação à companhia a todas as empresas seguradas sediadas nos concelhos abrangidos pela situação de calamidade.

Desta forma, quaisquer comunicações cuja data limite ocorresse após 28 de janeiro de 2026 passam a ter como nova data limite 28 de fevereiro de 2026.

Adicionalmente, a seguradora irá aplicar medidas excecionais no âmbito das renovações de crédito e prorrogações, com o objetivo de facilitar a negociação de créditos cobertos.

“Esta flexibilização tem caráter facultativo, podendo ser aplicada de acordo com a conveniência e decisão dos segurados”, refere, esclarecendo que a concessão destas prorrogações é gratuita, não implicando o pagamento de qualquer prémio adicional, e produz o efeito de suspender o prazo facultativo para a declaração do Aviso de Ameaça de Sinistro, nos termos previstos no contrato.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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