Sindicatos da UGT rejeitam proposta “desajustada” de aumentos salariais da banca

– Os sindicatos da UGT rejeitaram a proposta de aumentos salariais para a banca, apresentado pelo Grupo Negociador das Instituições de Crédito, classificando-a como desajustada da realidade do setor.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 4, 2026
18:36

Os sindicatos da UGT rejeitaram a proposta de aumentos salariais para a banca, apresentado pelo Grupo Negociador das Instituições de Crédito, classificando-a como desajustada da realidade do setor.

O MAIS – Sindicato do Setor Financeiro, o SBN – Sindicato dos Bancários do Norte e o SBC – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias reuniram-se hoje com o Grupo Negociador das Instituições de Crédito (IC) subscritoras do acordo coletivo de trabalho (ACT) deste setor.

Os sindicatos baixaram a sua proposta de aumentos nas tabelas de 4,6% para 4,1%.

Por sua vez, a banca decidiu aumentar de 1,8% para 2% a sua proposta.

Para os sindicatos, este é um “aumento residual e desajustado do setor” e, por isso, foi recusado.

Contudo, o Grupo Negociador adiantou que algumas IC pretendem antecipar os aumentos salariais de 2% já este mês.

“Os sindicatos compreendem a importância de os trabalhadores verem o seu rendimento aumentar o quanto antes, mas avisaram que este adiantamento não pode colocar em causa a continuação do processo negocial, já que consideram aquela percentagem insuficiente para fazer face às necessidades dos bancários no ativo e na reforma”, referiram.

Por outro lado, consideraram ser grave a insensibilidade da banca relativamente a qualquer melhoria para os reformados do setor.

Apesar de reafirmarem estar disponíveis para negociar, o MAIS, o SBC e o SBN afirmaram que vão rejeitar todas as propostas que não reflitam a realidade económica do setor, bem como o justo valor do trabalho “de quem criou e continua a sustentar estas instituições”.

Os sindicatos dizem ser ainda mais incompreensível a intransigência da banca, quando as instituições continuam a apresentar milhões de euros de lucro.

“Publicamente, as administrações apregoam que os trabalhadores são fundamentais para os resultados excecionais alcançados. Na prática, o reconhecimento traduz-se numa proposta que é, sem rodeios, uma vergonha”, insistiram.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.