Mau tempo: Montenegro afirma que PR vai testemunhar no terreno o esforço que está a ser feito

 Perante os jornalistas, Luís Montenegro procurou realçar a ideia de que estão a ser empenhados “todos os meios disponíveis em todos os departamentos do Estado”

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 3, 2026
19:11

O primeiro-ministro afirmou que o Presidente da República vai poder testemunhar hoje e na quarta-feira, no terreno, o esforço que está a ser feito para repor rapidamente a normalidade nas zonas atingidas pela depressão Kristin.

Luís Montenegro assumiu esta posição no Palácio de Belém, numa declaração sem perguntas dos jornalistas, após ter estado reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“O senhor Presidente da República vai também ele, hoje mesmo e amanhã [quarta-feira], estar em visitas, acompanhado por membros do Governo. Vai também poder constatar precisamente o esforço que todos estão a fazer, departamentos da administração central, autarquias locais, instituições sociais, empresas e muitos cidadãos de forma individual e voluntária”, sustentou.

Segundo o primeiro-ministro, está a ser feito “o maior esforço possível para que a normalidade volte rapidamente à vida das pessoas, em particular daquelas que estão com maiores problemas nas suas dinâmicas e rotinas diárias, como sejam ainda não terem acesso ao fornecimento de energia elétrica, ou ao abastecimento de água, ou não terem ainda as suas comunicações normalizadas”.

“Estamos a fazer também toda a prevenção para diminuir os impactos. Sendo certo que — e reitero — há a necessidade de todos colaborarem, de todos os cidadãos poderem também compreender e acatar todas as recomendações que possam vir a ser dadas por parte das autoridades competentes, em particular por parte da Proteção Civil”, afirmou.

Perante os jornalistas, Luís Montenegro procurou realçar a ideia de que estão a ser empenhados “todos os meios disponíveis em todos os departamentos do Estado”.

“Estão a ser empenhados quer para acelerar o processo de recuperação, quer para proteger aquilo que está hoje mais frágil em consequência dos dias adversos que ainda temos pela frente”, disse.

Neste ponto, o primeiro-ministro advertiu então que, “em muitas circunstâncias, “não será possível fazer as reparações nas infraestruturas, nas casas ou nas empresas já nestes primeiros dias”.

“Portanto, é preciso ter ações preventivas para, pelo menos, não agravar mais a situação nas habitações, ou nos armazéns, nas fábricas ou nas indústrias que estão neste momento afetadas. Espero mesmo que a partir de hoje haja equipas no terreno, com o patrocínio do Estado, através da coordenação das CCDR e com a coordenação também da estrutura de missão que já está em funcionamento, coordenada pelo doutor Paulo Fernandes. Também dei disso nota ao senhor Presidente da República”, rematou.

Luís Montenegro acrescentou que é intenção do Governo que todas as decisões que tomadas no passado domingo, em Conselho de Ministros extraordinário, “possam chegar efetivamente e muito rapidamente, talvez algumas nas próximas horas ou nos próximos dias”.

“Oportunamente darei nota, precisamente, quando isso estiver garantido”, acentuou.

Inicialmente, houve a indicação de que o Presidente da República iria falar aos jornalistas no final da reunião com o primeiro-ministro. Depois, 20 minutos antes do fim da reunião, foi comunicado que apenas o primeiro-ministro prestaria declarações.

Após esta audiência com o primeiro-ministro, o chefe de Estado vai ao funeral do cineasta João Canijo e segue para zonas afetadas pelas tempestades, começando pelo município de Ourém.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros

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