O Banco Santander anunciou esta terça-feira a aquisição da Webster Financial Corporation, numa operação avaliada em 12,2 mil milhões de dólares – cerca de 10,155 mil milhões de euros – que dará origem a um dos dez maiores bancos de retalho e comercial dos Estados Unidos em termos de ativos. O acordo foi divulgado pelo ‘El País’ e marca um dos maiores movimentos estratégicos do grupo espanhol no mercado americano.
Segundo os termos da operação, os acionistas da Webster irão receber 48,75 dólares em numerário e 2,0548 ações do Santander sob a forma de American Depositary Shares por cada ação detida. Esta componente em ações corresponde a cerca de 21,9 euros por ação, com base no preço médio ponderado de três dias do Santander, elevando a contrapartida total para o equivalente a cerca de 62,6 euros por ação da Webster.
Ambições nos Estados Unidos
A combinação do negócio de financiamento ao consumo do Santander com a forte franquia comercial e a base de depósitos da Webster permitirá criar uma plataforma bancária com maior diversificação e eficiência. O grupo espanhol prevê que o retorno sobre o capital tangível nos Estados Unidos atinja cerca de 18% até 2028, com uma redução do rácio de eficiência para níveis inferiores a 40%, colocando a operação americana entre as mais rentáveis do setor bancário no país, segundo o ‘El País’.
Ana Botín, presidente executiva do Banco Santander, sublinhou que o acordo “cria um banco mais forte para os clientes e para as comunidades que servimos”, destacando que a Webster se encontra entre as instituições mais eficientes e rentáveis do seu segmento. A responsável salientou ainda que a integração de duas franquias complementares abre oportunidades claras de geração de receita, apoiadas por uma plataforma conjunta mais robusta.
Botín acrescentou que a transação é estrategicamente fundamental para os negócios do grupo nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, complementar para o Santander a nível global. Segundo a presidente executiva, a operação permitirá melhorar a composição do financiamento, reduzir custos de captação e colocar o grupo “no caminho certo para atingir um retorno sobre o capital tangível de cerca de 18% nos EUA até 2028”, contribuindo também para o objetivo global de superar um RoTE de 20% nesse horizonte temporal.
Metas de rentabilidade nos EUA
O grupo espanhol prevê que o retorno sobre o capital tangível (RoTE) das suas operações nos Estados Unidos atinja 18% até 2028, ao mesmo tempo que o rácio de eficiência deverá cair para menos de 40%, posicionando o banco entre os melhores desempenhos do setor bancário americano.
Ana Botín, presidente executiva do Banco Santander, classificou a aquisição como “um passo entusiasmante”, sublinhando que cria um banco mais forte para os clientes e reforça a escala e a rentabilidade da presença do grupo nos EUA. Segundo Botín, a operação melhora o perfil de financiamento e permite reduzir os custos de captação, sustentando o objetivo de alcançar cerca de 18% de RoTE no mercado americano até 2028.
Estrutura de capital e liderança
O Santander espera que o rácio CET1 se mantenha entre 12,8% e 13% até ao final de 2026 e ultrapasse os 13% em 2027, permanecendo no limite superior da faixa operacional definida pelo grupo.
Christiana Riley continuará como responsável do Santander nos Estados Unidos e CEO da Santander Holdings USA. O atual CEO da Webster, John Ciulla, passará a liderar o Santander Bank NA, entidade onde serão integrados os negócios da Webster. Já Luis Massiani, presidente e diretor de operações da Webster, assumirá o cargo de COO de ambas as organizações e ficará responsável pelo processo de integração.
Com sede em Stamford, no estado do Connecticut, a Webster Financial Corporation é a empresa-mãe do Webster Bank, uma instituição bancária diversificada nos segmentos de retalho e empresarial, cuja integração deverá reforçar a posição competitiva do Santander no sistema financeiro americano.














