José Manuel Moura, presidente da Proteção Civil, defendeu esta segunda-feira que Portugal não tem ainda necessidade de ativar o mecanismo europeu de Proteção Civil. “Portugal não esgotou a sua capacidade, muito longe disso”.
“A sua capacidade instalada, seja pelos corpos de bombeiros, agente de Proteção Civil, mais de 30 mil, as forças de segurança, os militares. Por essa via, da nossa parte, não se justifica de todo um mecanismo para solicitar ajuda em termos de pessoas para vir ajudar o país”, precisou. “Não temos qualquer razão para ponderar [a ativação]. Temos de ser específicos, o mecanismo tem regras de funcionamento, tem equipamento específico. Neste momento, todas as solicitações que foram requisitadas foram respondidas, portanto não temos nenhum meio para dizer à União Europeia que precisamos desta ou daquela tipologia porque não tem estado a acontecer.”
“Não seria para pedir telhas ou lonas, são materiais que um país tem de ter capacidade de resolver”, avançou.
“Neste momento, mesmo com as possíveis cheias, conseguimos ter os leitos dos rios no seu estuário normal, não temos ainda uma situação a preocupar neste momento. Temos algumas boas razões para estar ligeiramente mais otimistas”, frisou José Manuel Moura.
“O mecanismo europeu pode ser ativado em qualquer momento. Não podemos é ativá-lo porque qualquer razão, para pedir um meio que está ao nosso alcance e não está esgotado na capacidade do país. Temos é de ter a estrutura montada”, frisou o líder da Proteção Civil, garantindo que o seu organismo deu “uma resposta ao mais alto nível”.
“Desde o dia 26, o primeiro dia que foi sinalizado pelo IPMA a formação de uma depressão no Atlântico, acompanhámos a par e passo, fizemos os SMS preventivos. Estamos a corresponder ao que nos é solicitado, um trabalho hercúleo dos mais de 40 mil operacionais no terreno”, avançou.
O Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia ajuda os países da UE e países terceiros a dar resposta a emergências, como catástrofes naturais, crises sanitárias ou incêndios, podendo os países solicitar a assistência deste mecanismo sempre que uma emergência sobrecarregue as suas capacidades de resposta.
(em atualização)













