Satélite Copernicus ativado para avaliar rasto de destruição da tempestade Kristin em Portugal

A Comissão Europeia ativou o satélite Copernicus para avaliar a extensão dos estragos provocados em Portugal, numa resposta técnica destinada a apoiar as autoridades nacionais na recolha de dados detalhados sobre os impactos da recente situação de emergência.

Executive Digest
Janeiro 30, 2026
12:04

A Comissão Europeia ativou o satélite Copernicus para avaliar a extensão dos estragos provocados em Portugal, numa resposta técnica destinada a apoiar as autoridades nacionais na recolha de dados detalhados sobre os impactos da recente situação de emergência. A ativação permite obter imagens de alta resolução para mapear danos em infraestruturas, áreas urbanas e territórios afetados, facilitando uma avaliação rigorosa da dimensão da catástrofe.

De acordo com informação avançada pela CNN Portugal, apesar da ativação do Copernicus, o Governo português ainda não solicitou a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A Comissão Europeia confirma que está disponível para apoiar Portugal caso esse pedido venha a ser formalizado, sublinhando que a iniciativa depende exclusivamente das autoridades nacionais.

O programa Copernicus é um dos principais instrumentos da União Europeia para monitorização ambiental e gestão de crises, sendo frequentemente acionado em situações de cheias, incêndios florestais, sismos ou tempestades severas. As imagens recolhidas podem servir de base à tomada de decisões no terreno, à coordenação de operações de resposta e, posteriormente, à fundamentação de pedidos de apoio financeiro europeu.

No que respeita ao Mecanismo Europeu de Solidariedade, a Comissão recorda que este pode ser acionado até 12 semanas após a data da catástrofe. Este mecanismo permite aos Estados-membros afetados solicitar apoio financeiro para fazer face a despesas de emergência e de reconstrução, desde que cumpridos os critérios definidos pela União Europeia.

Bruxelas sublinha ainda que, independentemente da ativação formal de mecanismos de emergência, Portugal pode recorrer à reprogramação de fundos de coesão para financiar custos associados à reconstrução e recuperação das zonas afetadas. Esta possibilidade oferece margem adicional para responder aos prejuízos, enquanto decorre a avaliação detalhada dos danos agora apoiada pelas imagens fornecidas pelo satélite Copernicus.

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