As dez maiores forças armadas do mundo em 2026: do tamanho da tropa ao orçamento militar

‘Business Insider’, com base nos dados do relatório ‘The Military Balance 2025’ do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), classificou os países pelo número de militares em serviço ativo e apresentou os respetivos orçamentos de defesa referentes a 2024

Francisco Laranjeira
Janeiro 26, 2026
21:00

A avaliação das maiores forças armadas mundiais em 2026 evidencia que, apesar dos avanços tecnológicos, a dimensão humana continua a ser um indicador-chave do poder militar. Desde generais de alta patente até soldados em serviço ativo, as tropas permanecem essenciais para medir a capacidade de projeção de força de cada país.

O ‘Business Insider’, com base nos dados do relatório ‘The Military Balance 2025’ do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), classificou os países pelo número de militares em serviço ativo e apresentou os respetivos orçamentos de defesa referentes a 2024. O levantamento inclui aviadores, soldados, marinheiros, fuzileiros e forças de operações especiais, oferecendo uma visão sobre o potencial de ocupação territorial e de defesa interna.

Apesar de a Coreia do Norte apresentar um exército massivo, com 1,28 milhões de militares ativos, o país é conhecido por manter uma grande força de reservistas e paramilitares cujo valor militar efetivo é questionável. Segundo Mark Cancian, consultor do CSIS, “os números têm valor, mas a capacidade militar é muito mais do que isso”. Reservistas de alguns países podem não treinar há uma década, enquanto paramilitares tendem a ter utilidade limitada em conflitos convencionais.

O IISS distingue militares da ativa, reservistas e paramilitares, permitindo compreender melhor a dimensão e qualidade das forças armadas de cada nação. A tecnologia, incluindo forças aéreas, frotas navais, capacidades anfíbias e sistemas nucleares, também é determinante, complementando o número de tropas na avaliação do poder militar global.

Maiores forças armadas do mundo (2026)

China – Orçamento de defesa: 218,6 mil milhões de euros; militares ativos: 2.035.000

Índia – Orçamento de defesa: 69,2 mil milhões de euros; militares ativos: 1.476.000

EUA – Orçamento de defesa: 900,2 mil milhões de euros; militares ativos: 1.316.000

Coreia do Norte – Orçamento de defesa: não divulgado; militares ativos: 1.280.000

Rússia – Orçamento de defesa: 111,9 mil milhões de euros; militares ativos: 1.134.000

Ucrânia – Orçamento de defesa: 26,4 mil milhões de euros; militares ativos: 730.000

Paquistão – Orçamento de defesa: 7,8 mil milhões de euros; militares ativos: 660.000

Irão – Orçamento de defesa: 7,4 mil milhões de euros; militares ativos: 610.000

Etiópia – Orçamento de defesa: 580 milhões de euros; militares ativos: 503.000

Coreia do Sul – Orçamento de defesa: 40,8 mil milhões de euros; militares ativos: 500.000

Os dados mostram que, embora Estados Unidos e China possuam orçamentos extraordinariamente elevados, outros países como Índia, Coreia do Norte e Rússia mantêm enormes contingentes de pessoal ativo, refletindo prioridades estratégicas distintas.

O levantamento demonstra ainda que o tamanho da força ativa não é sinónimo direto de capacidade militar efetiva. A prontidão, a experiência, a tecnologia disponível e a sofisticação das unidades são fatores determinantes, especialmente num contexto em que a guerra moderna combina poder humano, inteligência artificial, sistemas de vigilância e armamento de precisão.

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