81% dos europeus consideram a invasão da Gronelândia por Trump como um ato de guerra, revela sondagem

Estudo surge na sequência das tensões provocadas pela administração Trump, nomeadamente sobre a Gronelândia, e indica que 51% dos europeus veem os EUA como um potencial inimigo

Francisco Laranjeira
Janeiro 23, 2026
15:51

Uma sondagem publicada pela revista francesa de geopolítica ‘La Grand Continent’ revela que 73% dos cidadãos europeus consideram que a União Europeia deve confiar exclusivamente em si própria para proteger a sua independência, refletindo um aumento significativo da desconfiança em relação aos Estados Unidos.

O estudo surge na sequência das tensões provocadas pela administração Trump, nomeadamente sobre a Gronelândia, e indica que 51% dos europeus veem os EUA como um potencial inimigo. Segundo o inquérito, a sociedade europeia considera que Donald Trump ultrapassou limites essenciais nas relações com o continente, gerando receios sobre a fiabilidade do seu histórico aliado.

Mais de 80% dos inquiridos acreditam que uma operação militar americana na Gronelândia seria interpretada como um ato de guerra contra a Europa, enquanto 63% apoia o envio de tropas nacionais para a ilha dinamarquesa numa missão defensiva. Em Espanha, mais de 70% dos cidadãos apoiariam essa medida, segundo o estudo divulgado pelo ‘ABC’.

O trabalho de campo, realizado em França, Alemanha, Espanha, Itália, Bélgica, Polónia e Dinamarca, também revelou que mais de 20% dos europeus não excluem a possibilidade de os EUA declararem guerra aos seus países nos próximos anos, algo impensável há uma década. O levantamento mostra ainda que 44% dos inquiridos consideram Trump um ditador, 51% veem-no como inimigo e 64% descrevem a política externa dos EUA como um exercício colonial de “depredação”.

O estudo aponta ainda que, em comparação com outras potências globais, os EUA são percebidos como uma ameaça maior do que a China (11%) ou o Irão (18%). Quando questionados sobre prioridades de aliança, embora mais cidadãos prefiram manter proximidade com Washington em relação a Pequim, a maioria (52%) defende que a Europa se mantenha distante das duas superpotências.

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