Vários países já confirmaram que vão integrar o Conselho de Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto algumas nações europeias recusaram o convite e muitas outras continuam sem dar resposta. De acordo com a ‘Associated Press’, a iniciativa começa a ganhar forma, mas revela desde já divisões políticas significativas entre aliados tradicionais de Washington.
De um cessar-fogo em Gaza a ambições globais
O conselho, presidido por Trump, foi inicialmente pensado como um grupo restrito de líderes internacionais para supervisionar um plano de cessar-fogo na Faixa de Gaza. No entanto, segundo a ‘Associated Press’, as ambições da Casa Branca alargaram-se rapidamente, com convites enviados a dezenas de países e com a possibilidade de o órgão vir a assumir, no futuro, um papel mais amplo na mediação de conflitos internacionais.
Um responsável da administração americana indicou que cerca de 30 países deverão acabar por integrar o conselho, embora sem adiantar pormenores, num universo de aproximadamente 50 Estados convidados.
Países que já confirmaram adesão
Entre os países que aceitaram participar estão Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrain, Bielorrússia, Egito, Hungria, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos, Paquistão, Emirados Árabes Unidos e Vietname. O grupo inclui Estados de diferentes regiões e alinhamentos políticos, refletindo a tentativa da Casa Branca de conferir ao conselho uma dimensão global.
Recusas na Europa do Norte
Alguns países europeus já fizeram saber que não pretendem aderir, pelo menos nesta fase. É o caso de França, Noruega e Suécia, cujas recusas sublinham o ceticismo de parte da Europa face à iniciativa americana e ao papel que Trump pretende desempenhar como mediador internacional.
Silêncio e indefinição entre grandes potências
Outros países foram convidados, mas ainda não assumiram qualquer compromisso. Entre eles encontram-se Reino Unido, Alemanha, Itália e o braço executivo da União Europeia, bem como China, Rússia, Ucrânia, Singapura, Croácia, Eslovénia, Paraguai e Peru. A ausência de respostas claras por parte de várias grandes potências levanta dúvidas sobre o alcance real e a legitimidade futura do conselho.
Um projeto ainda em construção
A iniciativa surge num contexto internacional marcado por conflitos prolongados e tensões diplomáticas, mas permanece envolta em incerteza quanto à sua estrutura, mandato e eficácia prática. Segundo a ‘Associated Press’, o Conselho de Paz de Trump continua a ser um projeto em construção, cuja viabilidade dependerá não apenas do número de países aderentes, mas também do reconhecimento político que conseguir obter no palco internacional.














