As perspetivas para o setor aeroportuário europeu são neutras, fruto de uma procura resiliente, modelos de receita diversificados e boa conectividade, encontrando-se numa fase estável, apesar das incertezas macroeconómicas e geopolíticas, segundo um comentário da Morningstar DBRS.
“As perspetivas para o setor aeroportuário europeu são neutras, apoiadas por uma procura resiliente, modelos de receitas cada vez mais diversificados e boa conectividade. Isto apesar das atuais incertezas decorrentes do contexto macroeconómico e geopolítico que afeta a região”, refere a agência de notação num comunicado hoje divulgado.
No documento, a Morningstar DBRS diz que o setor entrou “numa fase estável do ciclo” e que a volatilidade do número de passageiros diminuiu face ao período imediatamente após a pandemia da covid-19, “embora a sensibilidade aos riscos macroeconómicos e geopolíticos permaneça”.
Por regiões, os aeroportos do sul da Europa “continuam a superar a média europeia” graças à procura de lazer pelo turismo e menor restrições de capacidade, enquanto no norte e centro do continente os padrões de crescimento são mais estáveis, “o que pode refletir a saturação de ‘slots’, limites ambientais e restrições do espaço aéreo”.
Sobre os aeroportos na sua carteira, que movimentam mais de 135 milhões de passageiros anualmente, a Morningstar DBRS espera um crescimento anual médio de 4% entre este ano e 2028, uma subida acima da média dada a implementação de expansão em alguns aeroportos.
Sobre este ponto, a Morningstar DBRS assinala que os aeroportos europeus têm estado envolvidos em programas de investimento para expansão de capacidade e digitalização, destacando o futuro aeroporto Luís de Camões, na Área Metropolitana de Lisboa.
“As expansões de capacidade e as remodelações são priorizadas em relação às construções de aeroportos totalmente novos em grande escala, com algumas exceções, como o futuro Aeroporto de Lisboa Luís de Camões (…) ainda na fase de planeamento”, referem.
A agência abordou ainda as aquisições, fusões e trespasses de aeroportos no continente, que “continuam a moldar a paisagem dos aeroportos europeus, refletindo o apetite continuado dos investidores” por estas infraestruturas.
Um outro desafio apontado pela DBRS diz respeito à concorrência pelo tráfego de conexões para Ásia e África de outros aeroportos no Médio Oriente, como Dubai e Arábia Saudita, que reforçaram as suas posições na interconectividade com outros aeroportos e da capacidade dos seus ‘hubs’.














