As economias avançadas vão sofrer um impacto na ordem dos 35% neste trimestre, em comparação com os três meses anteriores, num recuo quatro vezes superior ao recorde anterior estabelecido em 2008 durante a crise financeira, segundo dados do Goldman Sachs Group, divulgados esta terça-feira pela Bloomberg.
“A rapidez com que as economias vão recuperar é ainda uma questão em aberto porque ninguém sabe com que rapidez as pessoas podem voltar ao trabalho”, sublinha o economista nova-iorquino, Jan Hatzius.
O número de novos casos de coronavírus parece ter atingindo o pico, em termos globais, mas a má notícia é que “a melhoria é provavelmente uma consequência direta do distanciamento social e da queda na atividade económica, um cenário que pode reverter rapidamente se as pessoas voltarem ao trabalho”, frisa Hatzius.
Para o economista, transversalmente, os decisores mundiais adotaram respostas fortes para tentar substituir a produção e manter o crédito a fluir para que as famílias e as empresas possam permanecer à tona, mas a Europa deve ainda fazer mais e os países ricos precisarão ajudar os países em desenvolvimento.
“A resposta na Europa precisa de ser ampliada, através de uma maior flexibilização (e idealmente com financiamento central) e um compromisso ainda mais incondicional com a integridade da zona euro’, reforça Hatziusa, acrescentando que “as economias emergentes precisarão de uma ajuda ainda maior do mundo rico para superar a crise”.













