Ao longo de mais de 15 anos a trabalhar em qualidade, aprendi muito e uma coisa é certa: esta área não representa um simples conjunto de normas ou checklists, mas sim um mindset estratégico. Nas empresas tecnológicas, onde a velocidade de entrega e a complexidade dos projetos aumentam todos os dias, essa diferença torna-se ainda mais evidente.
Durante muito tempo, o Departamento de Qualidade foi visto como uma função burocrática, dominada por regras, auditorias e conformidade. Mas hoje, num setor em que a competitividade depende da escalabilidade, consistência e automação, a qualidade tornou-se um dos pilares da gestão: transforma processos, impulsiona a eficiência e prepara a empresa para crescer. Não basta cumprir normas; é preciso criar sistemas que melhorem a forma como as equipas trabalham, criam e entregam valor.
Na PrimeIT, tivemos a oportunidade de acompanhar esta evolução de perto. Para além de ser responsável pela padronização de procedimentos e pelas certificações ISO, o Departamento de Qualidade atua como guardião das boas práticas e, muito importante, como agente de inovação. Diferente do modelo tradicional, une a gestão da qualidade ao desenvolvimento tecnológico, criando aplicações e plataformas internas que automatizam tarefas repetitivas, reduzem custos operacionais e elevam o desempenho de toda a empresa.
Um dos marcos desta jornada foi a criação de uma solução desenvolvida à medida, que nasceu exatamente dessa combinação. Criada para automatizar processos de diferentes departamentos, reflete a visão de que a qualidade não é uma área isolada, mas sim um ecossistema que conecta pessoas, tecnologia e estratégia.
Olhando para o futuro, a ambição é clara: reforçar o nosso ecossistema tecnológico da qualidade com novas automações corporativas, melhorar as ferramentas próprias e conquistar novas certificações, como a ISO 14001 (Gestão Ambiental) e a ISO 42001 (Gestão de Inteligência Artificial). Tudo isto alinhado com as exigências crescentes dos clientes, as metas da Direção e a necessidade de garantir uma governação sólida em aspetos cada vez mais sensíveis.
Acima de tudo, considero que o papel de um Departamento de Qualidade é inspirar uma cultura em que cada processo importa, cada melhoria conta e cada colaborador é parte essencial da excelência.
Quando as equipas entendem o “porquê” e veem resultados concretos no seu dia a dia, a qualidade deixa de ser obrigação e passa a ser parte natural da forma como trabalhamos.
A qualidade não é apenas um requisito; é o caminho para alcançarmos resultados sustentáveis e verdadeiramente impactantes: a capacidade de criar sistemas robustos, equipas confiantes e processos que apoiam, em vez de bloquearem e dificultarem, a inovação.




