Ucrânia acusa Rússia de realizar 12 mil ataques químicos desde o início da invasão

Esses dispositivos são normalmente classificados como ferramentas de controlo de distúrbios, destinadas ao uso policial em tempos de paz, mas a sua utilização em campo de batalha viola o direito internacional

Francisco Laranjeira

As autoridades ucranianas relatam que as forças russas utilizaram substâncias químicas perigosas quase 12 mil vezes desde o início da invasão em grande escala, incluindo 6.540 incidentes registados somente em 2025.

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Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, as tropas russas têm utilizado regularmente munições especializadas carregadas com substâncias químicas irritantes, principalmente granadas de gás à base de CS e CN dos tipos K-51 e RG-VO.

Esses dispositivos são normalmente classificados como ferramentas de controlo de distúrbios, destinadas ao uso policial em tempos de paz, mas a sua utilização em campo de batalha viola o direito internacional.

Unidades das Forças de Proteção Radiológica, Química e Biológica da Ucrânia têm documentado esses incidentes e recolhido amostras para análise forense.

As substâncias causam irritação intensa nos olhos e nas vias respiratórias, tosse, asfixia, desorientação e perda temporária da capacidade de combate. Embora não sejam classificadas como armas químicas letais, o seu uso em condições de combate representa sérios riscos à vida e à saúde dos militares ucranianos.

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Abril de 2025 registou o maior número de ataques

O Estado-Maior observou que o maior número de ataques com agentes químicos irritantes em 2025 ocorreu em abril último, quando foram documentados 894 incidentes contra as forças ucranianas.

A utilização dessas substâncias em guerras viola a Convenção sobre Armas Químicas de 1993, que proíbe o uso de agentes químicos em conflitos armados.

As autoridades ucranianas enfatizam que esses ataques fazem parte de um padrão mais amplo de conduta ilegal da Rússia na guerra e continuam a monitorizar e a documentar cada caso.

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