Amadora-Sintra abre inquérito a alegado abuso sexual de doente internada

Segundo a PJ, o suspeito, que se encontrava em internamento social, aproveitou-se da condição da vítima e sujeito-a “a práticas sexuais”

Executive Digest com Lusa

A ULS Amadora-Sintra abriu um inquérito interno ao caso divulgado pela Polícia Judiciária de um alegado abuso sexual de uma utente no Hospital Fernando Fonseca, envolvendo dois internados, anunciou hoje a instituição.

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“Foi de imediato aberto um processo de inquérito interno para apuramento dos factos e adotadas as medidas clínicas necessárias para assegurar a proteção, a segurança e o acompanhamento dos utentes envolvidos, respeitando os princípios da boa prática clínica, da dignidade humana, da confidencialidade e com respeito pela reserva dos dados pessoais e clínicos”, anunciou a ULS em comunicado.

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta quinta-feira a detenção de um homem de 35 anos por suspeita do crime de abuso sexual de uma mulher de 42 anos – que sofre de “psicopatologia grave, que lhe confere estado de incapacidade” – num hospital onde estavam internados.

No comunicado divulgado hoje, a Unidade Local de Saúde de Amadora-Sintra confirma “a ocorrência de um eventual incidente envolvendo dois utentes internados numa enfermaria do Hospital Fernando Fonseca, na madrugada de 17 de dezembro”.

Sublinha ainda que, atendendo à natureza do incidente reportado, a situação foi prontamente comunicada às autoridades competentes, nomeadamente à Polícia Judiciária e ao Instituto Nacional de Medicina Legal, encontrando-se o processo investigatório a decorrer nos termos legais aplicáveis.

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A ULS Amadora-Sintra refere que tem colaborado e continuará a colaborar integralmente com as entidades responsáveis pela investigação e reafirma o seu compromisso com “a segurança dos utentes, o cumprimento rigoroso das obrigações legais e a melhoria contínua dos procedimentos”.

Segundo a PJ, o suspeito, que se encontrava em internamento social, aproveitou-se da condição da vítima e sujeito-a “a práticas sexuais”.

A unidade hospitalar contactou diretamente a Polícia Judiciária, que após averiguações deteve o suspeito “na mesma data em que os factos ocorreram”.

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