Num cenário marcado por incerteza macroeconómica e geopolítica persistente, os mercados privados surgem como uma peça-chave para investidores que procuram resiliência e diversificação rumo a 2026.
De acordo com a Schroders, a capacidade de gerar retornos duradouros tornou-se a principal prioridade dos investidores, superando o foco no desempenho de curto prazo.
Apesar do bom desempenho recente das ações e de condições aparentemente benignas nos mercados obrigacionistas, subsistem riscos relevantes, como inflação persistente, pressão orçamental e tensões geopolíticas. Neste contexto, o desfasamento entre mercados públicos e privados está a criar oportunidades atrativas, com uma correção de valorizações que favorece novos investimentos em private equity, crédito privado, infraestruturas e imobiliário.
Os mercados privados beneficiam ainda de tendências estruturais de longo prazo, como a transição energética, a relocalização de cadeias de abastecimento e a transformação digital. Estratégias mais seletivas, focadas em ativos reais, empresas de menor dimensão e soluções de financiamento especializadas, destacam-se pela sua maior capacidade de absorver choques económicos.
A transição energética continua a ser uma das áreas com maior potencial, sobretudo na Europa e na Ásia, enquanto o imobiliário começa a dar sinais de estabilização após vários anos de ajustamento. Para os investidores, a combinação entre disciplina, seletividade e envolvimento ativo será determinante para construir carteiras mais robustas num ambiente global cada vez mais complexo.














