Consultor em eficiência energética explica os melhores programas da máquina de lavar roupa para poupar energia

Com a fatura da eletricidade a manter-se elevada nos últimos anos, a máquina de lavar roupa deixou de ser apenas um eletrodoméstico rotineiro para passar a estar no centro das preocupações de muitos agregados familiares.

Pedro Zagacho Gonçalves

Com a fatura da eletricidade a manter-se elevada nos últimos anos, a máquina de lavar roupa deixou de ser apenas um eletrodoméstico rotineiro para passar a estar no centro das preocupações de muitos agregados familiares. Apesar de indispensável no dia a dia, o seu consumo energético tornou-se um factor determinante para quem procura reduzir despesas sem comprometer a eficácia da lavagem, tornando essencial compreender como pequenos ajustes podem fazer uma diferença significativa no consumo mensal.

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De acordo com o relatório SPAHOUSEC do IDAE, o frigorífico continua a ser o eletrodoméstico que mais pesa na fatura elétrica, representando cerca de um terço do consumo total, mas a máquina de lavar não fica muito atrás, sendo responsável por aproximadamente 11% do consumo energético doméstico. Ainda assim, Adrián Cifrián Gutiérrez, CEO da consultora EficeCan, sublinha que não existe uma regra universal, explicando que “depende logicamente de cada família”, já que os padrões de consumo variam muito de casa para casa.

Em declarações citadas pelo El Diario, o especialista esclarece que “não é a mesma coisa uma casa com duas pessoas, que colocam a máquina a trabalhar uma vez por semana, ou um agregado com uma máquina com 25 anos”, salientando que os hábitos de utilização são tão importantes quanto a antiguidade ou a eficiência do equipamento. A frequência das lavagens, a temperatura seleccionada e o tamanho da carga têm um impacto direto no consumo, sendo que grande parte da energia de cada ciclo é utilizada apenas para aquecer a água.

Segundo os dados analisados, entre 80% e 85% da eletricidade consumida numa lavagem destina-se exclusivamente ao aquecimento da água, ficando o motor, a centrifugação e as bombas responsáveis por uma parcela muito menor. É por isso que reduzir a temperatura ou optar por ciclos de lavagem a frio tem um efeito imediato na fatura, ao contrário do que acontece com programas rápidos, que embora mais curtos, consomem mais energia por minuto devido à intensidade do aquecimento.

Por oposição, os programas ECO, apesar de terem uma duração mais longa, são concebidos para gastar menos eletricidade no total, otimizando o consumo ao longo do ciclo. Adrián Cifrián destaca ainda que fatores como a idade da máquina, a presença de sensores de carga, a eficiência do motor e o uso quotidiano fazem uma diferença substancial, lembrando que um modelo moderno, com boa classificação energética e funções inteligentes, pode consumir significativamente menos do que um equipamento antigo, mesmo que o investimento inicial seja mais elevado.

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A Organização de Consumidores e Utilizadores (OCU) estima que a vida útil média de uma máquina de lavar ronde os 12 anos e alerta que os modelos mais antigos podem chegar a gastar o dobro da energia em comparação com equipamentos mais eficientes. Para além da escolha do programa, o consultor recomenda hábitos simples que ajudam a poupar, como utilizar a máquina com a carga adequada, recorrer a centrifugações mais rápidas para reduzir a humidade da roupa e evitar o uso da máquina de secar, bem como limpar regularmente os filtros e proceder à descalcificação periódica do equipamento.

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