É melhor prevenir-se nos próximos dias: Greves nos aeroportos europeus ameaçam viagens de Natal e fim de ano

As viagens de fim de ano na Europa enfrentam possíveis constrangimentos devido a uma vaga de greves nos aeroportos, com paralisações já anunciadas para os próximos dias em vários países. Trabalhadores do setor da aviação protestam contra baixos salários, condições de trabalho e incerteza laboral, situação que poderá provocar atrasos, cancelamentos de voos e filas prolongadas nos aeroportos.

Executive Digest
Dezembro 25, 2025
7:00

As viagens de fim de ano na Europa enfrentam possíveis constrangimentos devido a uma vaga de greves nos aeroportos, com paralisações já anunciadas para os próximos dias em vários países. Trabalhadores do setor da aviação protestam contra baixos salários, condições de trabalho e incerteza laboral, situação que poderá provocar atrasos, cancelamentos de voos e filas prolongadas nos aeroportos.

Em Espanha, os trabalhadores da Azul Handling — parceira da Ryanair na assistência em terra — continuarão a realizar paralisações até 31 de dezembro. As greves ocorrem às quartas, sextas, sábados e domingos, em três períodos diários: das 5h00 às 9h00, das 12h00 às 15h00 e das 21h00 à meia-noite. Estão afetados aeroportos como Alicante, Barcelona-El Prat, Girona, Ibiza, Lanzarote, Madrid-Barajas, Málaga, Palma de Maiorca, Santiago de Compostela, Sevilha, Tenerife Sul e Valência, com potenciais atrasos no check-in e na entrega de bagagens.

Em Portugal, os trabalhadores da SpdH/Menzies anunciaram greve para 31 de dezembro de 2025 e 1 de janeiro de 2026, abrangendo o Continente e a Madeira, das 00h00 de 31 de dezembro até às 24h00 de 1 de janeiro. Os sindicatos Sitava e STHAA justificam a paralisação com a incerteza criada pelo concurso das licenças de assistência em escala, cujo relatório preliminar da ANAC colocou o consórcio Clece/South em primeiro lugar.

Os trabalhadores alertam para a necessidade de salvaguardar mais de 3.700 postos de trabalho diretos e garantir a manutenção de direitos adquiridos, independentemente da decisão final da ANAC. A paralisação visa também assegurar o respeito pelo acordo de empresa e pela negociação coletiva, evitando riscos de fragmentação de trabalhadores caso a TAP opte por auto-assistência em Lisboa e no Porto.

Face a estas paralisações, os passageiros são aconselhados a confirmar o estado dos seus voos antes de viajar e a preparar-se para possíveis alterações de última hora. Em caso de cancelamento ou atraso significativo, os viajantes poderão ter direito a reencaminhamento, emissão de novo bilhete ou compensação, de acordo com a legislação europeia aplicável.

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