Cadeia de abastecimento de cocaína para a Europa desarticulada, anuncia PJ

Uma operação policial internacional que contou com a participação da Polícia Judiciária conseguiu desarticular uma organização criminosa que enviava “grandes quantidades de cocaína” do Brasil para a Europa em embarcações de pesca, indicou hoje a PJ.

Executive Digest com Lusa

Uma operação policial internacional que contou com a participação da Polícia Judiciária conseguiu desarticular uma organização criminosa que enviava “grandes quantidades de cocaína” do Brasil para a Europa em embarcações de pesca, indicou hoje a PJ.

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“Com as ações desencadeadas conjuntamente nas três fases da operação na Europa e no Brasil, tudo leva a crer que a totalidade da organização foi desmantelada, desde os organizadores no Brasil até a logística do transporte marítimo e os destinatários que operam na Europa”, refere a polícia de investigação em comunicado.

No âmbito da operação “Silbo” foram detidos oito suspeitos no Brasil, três dos quais residiam em Portugal e estavam a ser vigiados pela PJ, e apreendidos “diversos bens, valores, viaturas e documentação”, tendo sido cumpridos 22 mandados de busca em território brasileiro e quatro em território nacional.

Outros 37 suspeitos de integrarem o grupo, com a função de receberem a droga na Europa, foram detidos em Espanha em setembro, encontrando-se entre eles “um homem que seria o responsável pela logística da organização”.

Segundo a PJ, na origem da investigação está “a identificação, interceção e apreensão, em finais de 2024, em águas internacionais ao largo de Cabo Verde, de uma embarcação pesqueira que partiu do sul da Bahia, transportando, aproximadamente, 1.600 Kgs de cocaína, no âmbito da qual a Polícia Judiciária e a Marinha portuguesa participaram ativamente e cujo resultado foi então comunicado publicamente no âmbito da então designada operação `Ventos Alísios`”.

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Além da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, participaram na operação “Silbo” a Polícia Federal do Brasil e a Guardia Civil de Espanha, que foram apoiadas pela agência da União Europeia de cooperação policial, a Europol, e por autoridades policiais de outros países europeus.

De acordo com o comunicado, “as investigações prosseguem, em inquérito titulado pelo DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) de Lisboa”.

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