O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou esta quarta-feira que o novo míssil balístico hipersónico russo Oreshnik entrará em serviço nas Forças Armadas antes do final do ano.
“Este ano, a Marinha recebeu novos submarinos, incluindo o ‘Príncipe Pozharsky’, um porta-mísseis estratégico, bem como 19 navios de superfície. Até ao momento, foram realizados testes bem-sucedidos com o míssil de cruzeiro estratégico de alcance ilimitado Burevestnik e um veículo submarino não tripulado”, indicou o presidente russo.
“Graças à sua propulsão nuclear, esses sistemas permanecerão únicos e irrepetíveis por muito tempo. Eles garantirão a paridade estratégica na posição de segurança global da Rússia pelos próximos 10 anos. Continuaremos a trabalhar nesses sistemas. Vamos aprimorá-los e melhorá-los, mas eles já estão operacionais. Até ao final do ano, o sistema de mísseis de médio alcance com o míssil hipersónico Oreshnik também estará implantado. O seu primeiro uso em combate ocorreu em novembro passado”, concluiu o líder do Kremlin.
Recorde-se que o míssil Oreshnik ganhou notoriedade após ser usado pela primeira vez pela Rússia no final de novembro para atingir a cidade ucraniana de Dnipro. Este ataque foi uma resposta à utilização, por parte de Kiev, de mísseis de longo alcance fornecidos por França, Estados Unidos e Reino Unido para atingir alvos dentro do território russo.
Putin destacou ainda que os mísseis Oreshnik têm capacidades únicas, voando a uma velocidade dez vezes superior à do som, o que os torna virtualmente impossíveis de ser intercetados por sistemas de defesa aérea. Segundo o líder russo, a introdução deste armamento “reduz a necessidade de armas nucleares”, numa tentativa de minimizar preocupações relacionadas com uma possível escalada nuclear no conflito.
No entanto, apesar desta afirmação, o presidente russo sublinhou, durante a mesma reunião de defesa, a importância de continuar o desenvolvimento das forças nucleares estratégicas. “A Rússia precisa de manter o desenvolvimento de forças nucleares estratégicas e de manter as forças nucleares não estratégicas em prontidão de combate”, afirmou.

















