Novo vídeo revela um segundo herói desconhecido, que morreu a lutar contra os terroristas de Sydney

Vídeo, que circulou nas redes sociais, mostra um homem a lutar com um terrorista, com ambos a caírem ao chão entre dois carros estacionados. A luta ocorreu a poucos metros de onde Ahmed desarmou um dos atacantes, e aconteceu poucos minutos antes

Francisco Laranjeira

Novas imagens do ataque terrorista na praia de Bondi, em Sydney (Austrália), identificaram um segundo herói que também confrontou os terroristas. Além de Ahmed al-Ahmed, o homem de 43 anos que desarmou um dos atacantes e está a recuperar no hospital dos ferimentos de bala, é possível ver-se nas imagens uma segunda pessoa que também confrontou os terroristas perto de um veículo.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

O vídeo, que circulou nas redes sociais, mostra um homem a lutar com um terrorista, com ambos a caírem ao chão entre dois carros estacionados. A luta ocorreu a poucos metros de onde Ahmed desarmou um dos atacantes, e aconteceu poucos minutos antes.

Segundo a ‘BBC’, este segundo civil que confrontou os terroristas foi Boris Gurman, de 69 anos, mas não teve a mesma sorte que Ahmed al Ahmed, pois consta como uma das vítimas fatais do ataque, assim como a sua mulher, de 61 anos, que também estava no local e testemunhou a tentativa do marido de desarmar o agressor.

“Embora nada possa aliviar a dor da perda de Boris e Sofia, sentimos um enorme orgulho pela coragem e altruísmo deles. Isso resume quem Boris e Sofia eram: pessoas que, instintivamente e de forma altruísta, tentavam ajudar os outros”, disse a família das duas vítimas, que, segundo o ‘Sydney Morning Herald’, eram judias e foram as duas primeiras vítimas fatais do ataque.

“Estavam casados há 34 anos e o seu 35º aniversário de casamento aproximava-se em janeiro. Estávamos ansiosos por celebrar o 62º aniversário da Sofia esta quarta-feira”, declarou a família.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

As autoridades australianas ligaram esta terça-feira o Estado Islâmico (ISIS) ao ataque de domingo contra a comunidade judaica em Sydney, que deixou 15 mortos, além de um suspeito, e afirmaram que irão pressionar por leis de armas de fogo mais rigorosas para melhorar os sistemas de controlo de licenças.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, confirmou esta terça-feira que o ataque na área de Bondi, durante um evento da comunidade judaica para o feriado de Hanukkah, foi motivado pela ideologia do Estado Islâmico e foi realizado, de acordo com investigações preliminares, por um pai e um filho que inicialmente agiram de forma independente.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.