O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky recebeu um plano proposto pelos EUA para tentar resolver o conflito com a Rússia, indicou a Presidência da Ucrânia, que afirmou que as autoridades “trabalharão nos pontos do plano para alcançar um fim digno para a guerra”.
“O presidente da Ucrânia recebeu oficialmente uma proposta dos Estados Unidos que, segundo os americanos, poderia intensificar a diplomacia”, afirmou a Presidência da Ucrânia em comunicado publicado na sua conta no Telegram, a primeira confirmação oficial, salientando que Zelensky “apresentou princípios fundamentais que são importantes para a população ucraniana e, como resultado da reunião de hoje (com uma delegação dos EUA), foi acordado trabalhar nos pontos do plano de uma forma que permita um fim digno para a guerra”.
“A Ucrânia tem-se esforçado pela paz desde os primeiros segundos da invasão ucraniana e apoiamos qualquer proposta significativa que possa aproximar uma paz verdadeira”, disse o gabinete de Zelensky, enfatizando que Kiev “tem apoiado as propostas do presidente (Donald) Trump desde o início deste ano para pôr fim ao derramamento de sangue”.
“Estamos dispostos e preparados para trabalhar de forma construtiva com o lado americano e com nossos parceiros na Europa e no mundo para que o resultado seja a paz”, disse, acrescentando que Zelensky “espera poder conversar nos próximos dias” com Trump sobre “as oportunidades diplomáticas disponíveis e os principais pontos necessários para a paz”.
A declaração foi publicada horas depois de o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ter afirmado que Moscovo “não tem nada de novo” a dizer sobre o suposto plano de paz que a Rússia e os EUA vêm elaborando secretamente nas últimas semanas, às escondidas da Ucrânia, além das avaliações que vêm reiterando desde a cimeira realizada em agosto em Anchorage, no Alasca, entre o presidente russo Vladimir Putin e Trump.
“Não temos nada de novo a acrescentar ao que foi dito em Anchorage. Não temos novos desenvolvimentos neste momento”, explicou. “A Rússia permanece aberta a negociações, mas a solução deve eliminar as causas profundas deste conflito”, acrescentou.



















