Raul Neto, CEO da Randstad em Portugal deixou um alerta a um dos maiores riscos para a nossa economia, a escassez de talento, e traçou os caminhos para se combater esta realidade.~
Durante a sua apresentação “Otimizar a força de trabalho: Enfrentar a escassez e promover o crescimento económico” durante a XXIX Conferência Executive Digeste, Raul Neto admitiu que temos um problema de escassez de talento. “Porque é que isto é um problema? Está identificado como um dos maiores riscos para o crescimento da nossa economia”, sublinhou.
Atualmente vivemos uma realidade de pleno emprego, o nosso desemprego é estrutural. Todos os trimestres aumenta a população ativa em Portugal. O desemprego também tem vindo a diminuir. Estamos perante taxas de ativifdade e de emprego altas
Como chegamos aqui? “O principal fator que nos trouxe aqui está relacionado com a demografia. A baixa de natalidade e aumento da esperança média de vida cria um problema de recursos humanos, com uma população envelhecida”. Pra tal, é necessária uma renovação geracional.
Para além disso, identificou outros problemas como o aumento do nível de escolaridade que aumentou significativamente, o que é também é um desafio na procura de perfis mais técnicos e sem grande especialização, a migração de talentos ou a atratividade salarial reduzida que dificulta a atração e retenção de talento.
OPORTUNIDADES
No que respeita à emigração, em 2023 a população estrangeira residente ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão de pessoas, o que tem também ajudado no rejuvenescimento da população ativa em Portugal.
Para além disso, estes emigrantes são potencialmente aproveitados em tarefas que não requerem grande qualificação, destacou.
Mas esta imigração não se faz sem risco, para os quais são necessárias reformas. Traz desafios de integração cultural, de adequação às necessidades do mercado, com alguns destes emigrantes a serem sobre-qualificados para os cargos que são necessários ocupar, e ainda um desafio de integração sócio-económica, com risco de pobreza, exclusão social e exploração laboral.
Raul Neto destacou ainda que é necessário potenciar o talento jovem existente, desenvolvendo o mercado de trabalho em sectores que melhor potenciem a qualificação disponível e diminuindo o desemprego jovem. Para além disso, é necessário alimentar a atratividade e retenção, através da resposta aos aspetos que sáo mais apreciados pelas gerações mais jovens como o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, ou ainda aproximando os níveis de remuneração e benefícios à média europeia, via aumento da competitividade das empresas.
Outra dimensão que deve e pode ser potenciado está relacionado com o trabalho sénior. “Continua a não ser potenciado na sua totalidade”. A taxa de desemprego sénior tem vidno a aumentar, mas é importante que consigamos criar estratégias para reter e potenciar este talento, altamente capacitado de conhecimento e exoeriência que podem ser transferidos para as mnovas gerações.
No que respeita a legislação laboral, as novas gerações exigem maior flexibilidade. Como? Atuando como facilitador para o crescimento económico, salvaguardando os direitos e os deveres, mas indo de encontro às tendências socio-económicas e às preferências das novas gerações, como por exemplo questões de flexibilidade nos contractos ou o teletrabalho.
A Conferência conta com o patrocínio da BP, CGD, Católica Lisbon, Delta Q, Fidelidade, Lusíadas Saúde, MC Sonae, Randsatd, Recordati, Siemens, e ainda com o apoio da Capital MC, Neurónio Criativo e Sapo. A Sociedade Ponto Verde é o Parceiro de Sustentabilidade do evento.


















