O património líquido de Elon Musk voltou a superar os 500 mil milhões de dólares, impulsionado pela recente valorização das ações da Tesla. O fabricante de veículos elétricos beneficiou do otimismo em torno das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, responsáveis por mais de um quinto das suas vendas globais, segundo a ‘Forbes’.
As ações da Tesla subiram 2,2%, atingindo cerca de 462,50 dólares, após uma valorização de 4,3% na sessão anterior. O movimento positivo acompanhou o alívio nas tensões entre Washington e Pequim, depois de o presidente americano Donald Trump ter recuado na ameaça de impor tarifas de 100% às importações chinesas.
De acordo com a ‘Forbes’, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as tarifas estão “efetivamente fora de questão” após uma “reunião muito boa” com representantes chineses. O anúncio impulsionou uma recuperação mais ampla de Wall Street, levando o Dow Jones e o S&P 500 a registarem novos máximos históricos.
A Tesla tem na China o seu segundo maior mercado, atrás apenas dos Estados Unidos, e as vendas anuais no país cresceram 8,8% em 2024, atingindo um recorde de 657 mil veículos vendidos.
Avaliação e liderança de Musk
Detendo cerca de 12% do capital da Tesla, Elon Musk viu a sua fortuna aumentar 6,6 mil milhões de dólares (1,3%) apenas na terça-feira, alcançando 501,7 mil milhões de dólares. O empresário tornou-se, no início de outubro, a primeira pessoa da história a ultrapassar os 500 mil milhões, e poderá tornar-se o primeiro trilionário do mundo caso seja aprovado o seu controverso pacote salarial de 1 bilião de dólares.
O plano enfrenta resistência de acionistas e entidades de consultoria como a Glass Lewis e a Institutional Shareholder Services, que recomendaram um voto contra. A presidente da Tesla, Robyn Denholm, advertiu em carta aos investidores que Musk poderia abandonar a empresa se o pacote fosse rejeitado, sublinhando que “sem Elon, a Tesla poderia perder valor significativo”.
Resultados e perspetivas
Apesar de ter registado um recorde de entregas no último trimestre, a Tesla apresentou lucros abaixo das previsões de Wall Street. A receita atingiu 28 mil milhões de dólares, mas o lucro por ação ficou em 0,50 dólares, abaixo das estimativas de 0,56 dólares.
Analistas citados pela ‘Forbes’ referem que o aumento nas vendas poderá estar relacionado com o fim de um crédito fiscal federal para veículos elétricos nos EUA, o que poderá penalizar os resultados dos próximos trimestres, conforme Musk já havia antecipado.
Segundo a ‘Forbes’, a trajetória ascendente do empresário reforça a centralidade da Tesla no mercado automóvel global, mesmo perante um contexto económico e regulatório cada vez mais competitivo.














