Arrendamento em alta: há 23 famílias interessadas por cada casa disponível em Portugal

O mercado de arrendamento continua sob forte pressão em Portugal. Apesar de um aumento de 4,1% no preço médio das rendas durante o terceiro trimestre de 2025, a procura manteve-se elevada, com cada anúncio de arrendamento a receber, em média, 23 contactos antes de ser retirado das plataformas.

Pedro Gonçalves
Outubro 28, 2025
10:43

O mercado de arrendamento continua sob forte pressão em Portugal. Apesar de um aumento de 4,1% no preço médio das rendas durante o terceiro trimestre de 2025, a procura manteve-se elevada, com cada anúncio de arrendamento a receber, em média, 23 contactos antes de ser retirado das plataformas. Os dados foram divulgados a 20 de outubro pelo portal imobiliário idealista, que indica, contudo, uma quebra de 18% face ao mesmo período do ano anterior, quando cada imóvel recebia cerca de 28 contactos.

De acordo com o porta-voz do idealista, Ruben Marques, “embora o número de contactos por anúncio tenha diminuído ligeiramente desde o início do ano, a procura por casas para arrendar permanece forte”. O responsável acrescentou que “esta desaceleração não traduz menor interesse das famílias, mas sim uma maior disponibilidade de imóveis no mercado”. Ainda assim, sublinhou que “os valores das rendas continuam altos e fora do alcance de muitos portugueses”.

As cidades com maior procura no terceiro trimestre foram Santarém e Ponta Delgada, ambas com uma média de 35 contactos por anúncio. Seguiram-se Portalegre e Leiria, com 30 contactos cada, e Évora e Setúbal, com 29. No patamar intermédio ficaram Bragança e Guarda (24), enquanto Coimbra, Vila Real e Viseu registaram 21 contactos por casa. Já Faro e Lisboa tiveram uma média de 20, seguidas por Funchal e Castelo Branco (19), Aveiro e Braga (17), Porto (15) e Viana do Castelo (12).

A análise mostra, contudo, uma evolução desigual face ao ano anterior. A média de contactos por imóvel diminuiu em 15 capitais de distrito e aumentou em apenas quatro. Ponta Delgada registou a maior subida (18%), seguida de Évora e Guarda (ambas com 12%) e Funchal (7%), demonstrando uma procura crescente fora das principais áreas metropolitanas.

Entre as cidades com maior quebra destacam-se Portalegre, com uma descida de 46%, Castelo Branco (-28%), Viana do Castelo (-25%), Faro (-22%), Braga (-20%) e Coimbra (-20%). Também Lisboa registou uma redução significativa de 17% nos contactos, refletindo, segundo o relatório, uma ligeira melhoria na oferta, mas sem impacto expressivo na escalada dos preços.

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