Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária, garantiu esta quarta-feira que “não é aceitável que se procure radicalizar jovens, alguns muito jovens, para atacar mulheres só por serem mulheres ou atacar pessoas de outras origens”.
Em causa está a detenção, pela Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária, de Bruno Silva, elemento de extrema-direita, por incitamento ao ódio e ameaças de morte à jornalista brasileira Stefani Costa – a também jornalista brasileira Amanda Lima também recebeu ameaças da mesma pessoa.
Estes são crimes politicamente motivados e que terão um combate feroz por parte da Polícia Judiciária”, salientou o responsável da PJ, garantindo tratar-se “de uma matéria muito preocupante”. “Há muita violência online e esse ódio passa para a realidade e para as ruas”, indicou.
Segundo Luís Neves, “esse ódio reflete-se na criminalidade”, o que potencia “crimes politicamente motivados, sobretudo contra as mulheres, tratando a mulher como um ser menor, perseguindo pessoas de outras nacionalidades, outros credos, outras raças”.
“De uns tempos a esta parte há de facto um conjunto de crimes que nos preocupam porque são criminalidade violenta, que utilizam armas de fogo ou facas”, destacou, assumindo-se “preocupado”. “A Polícia Judiciária está preocupada”, afirmou, destacando que “o respeito pelo outro não pode ser alvo de radicalização de jovens”. No entanto, sublinhou, “Portugal continua a ser um país seguro”.














