A Fidelidade reforçou nos últimos anos a sua presença internacional, tornando-se mais forte, resiliente e preparada para o futuro, afirmou André Cardoso, membro do Executive Board da seguradora, na sua intervenção no evento Pensar Maior.
André Cardoso estruturou a sua apresentação em três capítulos: a aventura internacional da Fidelidade, o impacto interno desta expansão e o reconhecimento do mercado.
América Latina
Na América Latina, a Fidelidade consolidou posições de liderança em mercados como Peru e Bolívia, enfrentando eleições, instabilidade social e crises económicas. “Ainda assim, conseguimos consolidar as posições de liderança. E deixem-me, também na América Latina, falar-vos do Chile”, destacou.
O executivo recordou que a entrada no Chile começou no início de 2020, e que quatro anos depois a Fidelidade já se posicionava como a sétima maior seguradora do país, com resultados líquidos positivos. “Deixem-me continuar na América Latina. E dizer-vos que, na verdade, os resultados que temos obtido na América Latina falam por si. Desde o último Pensar Maior, crescemos em volume de negócios 25%. Isto quer dizer que ultrapassámos os 1.100 milhões de euros de prémios originados só na América Latina”, acrescentou.
André Cardoso sublinhou que o retorno do investimento internacional já superou o valor aplicado na região: “Nos últimos três últimos anos já ultrapassou todo o investimento que fizemos para entrar naquele continente. Ou seja, provámos que é possível crescer por aquisição, como aconteceu no Peru ou na Bolívia, mas também que é possível crescer organicamente, como aconteceu no Chile ou no Paraguai”.
Europa e África
Na Europa, a Fidelidade integrou a The Prosperity Company, baseada no Liechtenstein, que atua em Alemanha, Suíça e Itália, tornando-se “uma referência também para o grupo” com soluções de investimento e produtos de poupança. “Dizemos com toda a confiança que é um caso de sucesso da Fidelidade, porque cresceu mais de 50% em prémios desde que se integrou, porque cresceu mais de 50% no resultado desde que se integrou, mas, sobretudo, porque é uma inspiração do ponto de vista de agilidade na nossa casa”, afirmou.
Em África, apesar de condições desafiantes em Moçambique, Angola e Cabo Verde, a seguradora manteve posições de liderança: “Resistimos e, em todos estes mercados, mantivemo-nos em posições de liderança”, reforçou.
Impacto interno e inovação tecnológica
O executivo destacou que atualmente “um terço do nosso negócio é originado no estrangeiro. Isto equivale a dizer que temos cerca de 2 mil milhões de euros de prémios originados fora”. Esta expansão internacional contribuiu para um crescimento sustentável da empresa: “A rentabilidade tem crescido mais rápido do que os prémios. E por isso mesmo, no último ano, o contributo do negócio internacional para a Fidelidade superou os 100 milhões de euros de resultado líquido para o grupo”.
A Fidelidade reforçou ainda a ligação entre operações internacionais e equipa técnica em Portugal, com iniciativas como o China Desk, que conecta Pequim à sede e às operações locais: “Pois bem, esta plataforma pretende sobretudo responder a oportunidades de negócio de grandes grupos chineses que estejam a investir nas nossas operações pelo mundo. Eu costumo brincar e dizer que uma oportunidade não dorme no China Desk. Porque no decorrer das 24 horas haverá sempre alguém da Fidelidade para trabalhar nessa oportunidade. Para analisar, para a cotar e para apresentar a nível local”.
Olhando para o futuro
O executivo sublinhou os objetivos de expansão futura: “Estamos a pensar queremos mais. Queremos muito mais. Queremos que 50% do negócio da Fidelidade esteja lá fora. Não estamos assim tão longe. Lembrem-se, estamos nos 30%”.















