Desde os ataques em Magdeburg e Berlim, os mercados de Natal na Alemanha tornaram-se áreas de alto risco para o terrorismo, o que resultou em maiores requisitos de segurança e custos exorbitantes: de acordo com o jornal alemão ‘Bild’, pode mesmo forçar o cancelamento dos mercados turísticos.
As autoridades germânicas endureceram drasticamente as regulamentações depois de um carro ter atropelado uma multidão em Magdeburg, o que levou o cancelamento de muitos festivais: os custos para operadores privados dispararam com a utilização de “barreiras antiterrorismo certificadas”.
A situação é “particularmente dramática” em Dresden, conhecida como a capital do Natal. Além do Striezelmarkt, há vários mercados de Natal privados, alguns dos quais a polícia exige que sejam reduzidos para bloquear as vias de acesso.
A autarquia havia inicialmente avançado com um orçamento de 800 mil euros para a proteção adicional do mercado: no entanto, os custos atingem agora cerca de 4 milhões de euros, segundo estimativas do organizador.
Em resposta a uma pergunta do ‘Bild’, o Ministério do Interior simplesmente declarou que está “à procura de soluções” com a Associação de Cidades e Municípios Alemães. Indicou também que a avaliação nacional de risco para os mercados de Natal estará disponível no início de dezembro.
Os mais carismáticos, os de Dresden e Pirna, anunciaram que reabrirão nos dias 25 e 26 de novembro e esperam não ser obrigados a erguer barreiras antiterroristas caras, caso contrário serão forçados a ter “capacidade reduzida e falta de atmosfera, ou a cancelar”, alertaram.
As autoridades de Dresden também estão a exigir barreiras antiterroristas certificadas para os mercados de Natal privados. Os crescentes custos de segurança tornaram impossível organizá-los. Um representante do setor descreveu a situação como um “colapso da cultura dos mercados de Natal” ao jornal alemão.














