O Departamento de Estado dos EUA publicou nas redes sociais a lista das sete guerras que Donald Trump defendeu ter encerrado desde que chegou à Casa Branca, em fevereiro deste ano. No seu discurso no 80º aniversário da ONU, salientou que “encerrou sete guerras e ninguém me agradeceu por isso. Acredito que ganhei o Prémio Nobel da Paz”.
A lista inclui os conflitos entre Arménia e Azerbaijão, Kosovo e Sérvia, Tailândia e Camboja, República Democrática do Congo e Ruanda, Índia e Paquistão, Egito e Etiópia, e Israel e Irão. Segundo Trump, em todos esses casos, a sua intervenção terá sido decisiva para alcançar tréguas, acordos ou cessar-fogo. O único dos sete conflitos em que os EUA intervieram militarmente foi o confronto entre Israel e Irão, quando, a 13 de junho último, bombardearam instalações nucleares iranianas antes do anúncio de um cessar-fogo.
Apesar das dúvidas sobre o verdadeiro alcance da sua mediação, vários líderes estrangeiros — como os do Paquistão, Arménia e Azerbaijão — até indicaram Trump para o Prémio Nobel da Paz, que o presidente americano usou como base para a sua candidatura.
“É uma pena que tenha tido de fazer essas coisas em vez das Nações Unidas. E, infelizmente, em todos os casos, as Nações Unidas nem sequer tentaram ajudar. Terminei sete guerras, negociei diretamente com os líderes de cada um desses países e nem sequer recebi um telefonema da ONU a oferecer-se para fechar os acordos”, acusou. O líder americano acrescentou que “o mundo inteiro” pede que ele receba o Prémio Nobel da Paz pelas suas realizações, embora salientando que não procura elogios: “O que importa para mim não é ganhar prémios, mas salvar vidas.”














