BrChristian Bruckner, cidadão alemão identificado como o principal suspeito do rapto e alegada morte de Madeleine McCann, em 2007, no Algarve, voltou a estar no centro das atenções após episódios que geraram alarme público. Apenas 48 horas depois de ter sido libertado sob condicional na Alemanha, Bruckner foi a uma saída noturna que terminou em pânico entre várias mulheres quando se aperceberam da sua presença num bar.
O ex-recluso, que cumpriu pena pela violação de uma mulher idosa em Portugal, tinha sido libertado há cerca de uma semana. Logo no próprio dia em que saiu da prisão, foi visto num jardim a comer um hambúrguer, indício de que retomou rapidamente uma vida aparentemente normal.
De acordo com a informação divulgada, Bruckner está obrigado a usar uma pulseira eletrónica durante cinco anos, dispositivo que permite à polícia monitorizar os seus movimentos em território alemão. No entanto, o equipamento deixa de funcionar se o arguido abandonar o país, o que significa que a sua circulação dentro da Alemanha é praticamente livre.
Apesar de ser considerado pelas autoridades como o principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, em maio de 2007, o Ministério Público alemão não conseguiu reunir provas suficientes para formalizar uma acusação relativa a este caso. Assim, permanece em liberdade, sem restrições judiciais além da vigilância eletrónica.
No próximo dia 17 de outubro, Bruckner terá de se apresentar em tribunal para responder por alegadas agressões violentas a guardas prisionais. Caso seja condenado, arrisca apenas uma multa, sem perspetiva de novo encarceramento.
O episódio no bar reacendeu a indignação e o receio em torno de um dos nomes mais mediáticos ligados ao desaparecimento da criança britânica no Algarve, um caso que continua sem resolução 18 anos depois.




