O antigo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, criticou Donald Trump por estender o tapete vermelho para o presidente russo Vladimir Putin. Segundo o ex-responsável político – e um dos mais férreos apoiantes da Ucrânia -, embora o presidente dos EUA estivesse certo em tentar acabar com a guerra na Ucrânia, a cimeira de Trump com Putin no Alasca foi “doentia”.
“A Ucrânia é uma parte completamente inocente e injustiçada”, explicou, ao ‘GB News’. “Todos nós sabemos que foi… repugnante ver Putin a ser recebido nos EUA daquele jeito. Todos nós sabemos disso.” No entanto, Johnson reconheceu um mérito de Trump, que “realmente continuou a permitir que as armas fossem para a Ucrânia, o que é o mais importante”.
Recorde-se que Donald Trump recebeu o líder russo no Alasca no mês passado para uma cimeira sobre como resolver a guerra na Ucrânia, com Putin a ser recebido com um sobrevoo militar e um tapete vermelho. As negociações terminaram sem acordo.
Boris Johnson já havia criticado a Europa por não ter “coragem” para apoiar totalmente a Ucrânia sob a presidência de Joe Biden, defendendo que a economia russa estava em perigo e que a guerra poderia terminar em dezembro. “Putin está numa posição muito, muito mais fraca do que as pessoas dizem”, argumentou o ex-primeiro-ministro britânico. “Estamos a ver uma redução de 10% na produção de gasolina da Rússia. Estamos a ver escassez de combustível. A inflação está a subir.”
“Se Donald Trump aplicar a pressão que puder e tiver o apoio da Grã-Bretanha e da Europa, acho que pode haver uma mudança real aqui, e acho que essa guerra pode acabar até o final do ano”, concluiu Boris Johnson.













