Estudar fora de casa: seis conselhos para reduzir custos e facilitar a adaptação

O ingresso no ensino superior marca uma mudança decisiva na vida de milhares de jovens em Portugal. Para os que precisam de estudar longe da sua terra natal, o entusiasmo da nova etapa traz consigo um conjunto de desafios práticos e financeiros que exigem planeamento.

Pedro Gonçalves
Agosto 25, 2025
19:30

O ingresso no ensino superior marca uma mudança decisiva na vida de milhares de jovens em Portugal. Para os que precisam de estudar longe da sua terra natal, o entusiasmo da nova etapa traz consigo um conjunto de desafios práticos e financeiros que exigem planeamento. Pensando nisso, o Doutor Finanças reuniu um conjunto de recomendações destinadas a ajudar estudantes e famílias a gerir melhor esta fase e a evitar decisões precipitadas.

Encontrar alojamento com antecedência
A procura de casa é, para muitos, o primeiro obstáculo. As residências universitárias públicas continuam a ser a opção mais acessível, sobretudo para bolseiros, mas a oferta é reduzida e a maior parte das vagas está já preenchida por alunos de anos anteriores.
Perante a falta de alternativas, os estudantes recorrem frequentemente a residências privadas, que, apesar de mais caras, incluem despesas como água, eletricidade, internet e, em alguns casos, serviços de limpeza. Outra possibilidade passa pelo arrendamento de quartos em casas partilhadas, geralmente mais económico, mas com menos privacidade. Para quem procura autonomia, o aluguer de uma casa inteira é uma solução, ainda que mais dispendiosa. Há ainda famílias que optam pela compra de imóveis perto da universidade, encarando-a como investimento, ao poder arrendar outros quartos para equilibrar custos.

Propinas e possíveis devoluções
No ensino superior público, as propinas mantêm-se congeladas desde 2020, fixando-se num máximo de 697 euros anuais para licenciaturas e mestrados integrados, pagas em prestações definidas por cada instituição.
No entanto, se for aplicado o diploma aprovado pelo Governo em 2023, esses valores poderão vir a ser restituídos mais tarde, sob a forma de prémio salarial no momento da entrada no mercado de trabalho. Já nas instituições privadas, os preços variam de forma significativa, sendo essencial analisar bem os custos totais e o que está incluído.

Bolsas e subsídios disponíveis
Para aliviar o peso financeiro, existem vários apoios públicos e privados. Além das bolsas da Direção-Geral do Ensino Superior, os estudantes podem candidatar-se ao subsídio de deslocação, ao complemento de alojamento e à bolsa +Superior, destinada a quem frequenta cursos em instituições do interior do país.
A estas somam-se bolsas atribuídas por fundações e entidades privadas, como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o Instituto Camões e a Fundação Millennium BCP, cada uma com critérios e prazos próprios.

Conciliar estudo e trabalho
Muitos jovens ponderam um emprego a tempo parcial como forma de suportar despesas. Contudo, especialistas aconselham prudência, lembrando que o primeiro ano é, em regra, o mais exigente em termos de adaptação.
As opções mais comuns incluem trabalhos em call centers, explicações, baby-sitting ou programas de alunos tarefeiros em universidades, que permitem obter algum rendimento extra ou até reduções nas propinas.

Orçamento controlado
Definir e cumprir um orçamento mensal é um passo fundamental. Para isso, importa calcular o montante disponível — seja através de mesadas, bolsas ou trabalho — e identificar as despesas fixas, como renda, alimentação, transportes e telecomunicações.
Com base nesses dados, é essencial definir limites para gastos variáveis, como lazer e compras pessoais. O uso de ferramentas simples, como folhas de Excel ou aplicações de finanças pessoais, pode ser decisivo para manter as contas equilibradas.

Visitar a cidade antes do início das aulas
Sempre que possível, recomenda-se uma visita prévia à cidade onde se vai estudar. Conhecer a universidade, os transportes, os supermercados e os serviços disponíveis permite antecipar necessidades e facilita a adaptação nos primeiros dias, proporcionando maior segurança e conforto.

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