Nem mosquito nem vespa: qual é a pior picada do verão? Especialista ensina como detetar

Embora muitas destas picadas não causem problemas graves, a verdade é que é muito importante saber diferenciar uma da outra

Francisco Laranjeira
Julho 12, 2025
12:00

As picadas são um dos maiores problemas do verão, situação explicada pela subida das temperaturas, o que conduz ao aumento de mosquitos e outros insetos causadores dessa condição cutânea, incluindo carraças, além de formigas, lagartas e vespas. Ao mesmo tempo, também há um aumento exponencial de picadas de alforrecas no verão e, embora menos comuns, as de escorpiões.

O verão também convida às picadas: usa-se roupa que expõe uma percentagem maior de pele, além de passar muito mais tempo ao ar livre, pelo que aumenta o risco de sofrer uma das picadas durante a temporada de verão.

Embora muitas destas picadas não causem problemas graves, a verdade é que é muito importante saber diferenciar uma da outra, principalmente aquelas que não são tão comuns, mas que podem ocorrer, como as já mencionadas picadas de escorpião, que são uma das patologias mais graves, inclusive fatais em certos casos.

O famoso farmacêutico espanhol Álvaro Fernández, através da sua conta no TikTok, referiu o jornal ‘El Economista’, partilhou uma publicação na qual mostra a imagem de diferentes picadas, desde as de formiga até às de carraças, mosquito, pulga e também as de escorpião.

@farmaceuticofernandez ¿Qué bicho te ha picado? Aqui va un repaso de los principales bichos que te pueden morder o picar y el tipo de lesión que suelen dejar… #CapCut #FarmacéuticoFernández #farmacia #salud #farmaceutico #aprendecontiktok ♬ sonido original – Farmaceuticofernandez

“Há tantos insetos por aí que é importante saber diferenciá-los”, apontou o especialista, que começou por se referir à picada de mosquito, a mais comum, que produz “inchaço e deixa uma pequena mancha no centro”. Depois, as das formigas, que “produzem várias pequenas feridas e, embora possa pensar que normalmente não doem, podem até causar bolhas”, alertou Fernández.

Por outro lado, “as carraças não têm vergonha, porque não só picam, como também ficam ali, a bisbilhotar”, indicou o farmacêutico, em tom de brincadeira, que também explicou que os percevejos “costumam evitar a luz do dia, por isso normalmente picam à noite e deixam várias picadas em grupos ou em sequência”.

No entanto, ressaltou que, embora não saiba como o braço seria afetado por picadas de escorpião, dada a grande extensão da ferida, o especialista recomendou “correr para o hospital”, pois “algumas espécies podem até matar”. De fato, por ser a picada menos conhecida e menos comum, é a mais perigosa, embora seja importante saber que, na maioria dos países europeus, os escorpiões não costumam ser fatais.

Uma picada de abelha “também pode doer muito”, e pode deixar um ferrão dentro, enquanto as pulgas deixam uma marca muito parecida com a dos percevejos, com vários ferimentos em forma de pontos todos juntos.

“As aranhas picam com suas duas quelíceras, então, no meio do inchaço, deve encontrar dois pequenos pontos que doem muito.” Por fim, Fernández ressalta que as vespas picam e mordem; elas podem fazer as duas coisas.

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