Aliados do príncipe saudita entre os 20 acusados pelo assassinato de jornalista

São cerca de 20 os suspeitos acusados pelo assassinato de Jamal Khashoggi, dois deles têm uma ligação muito próxima ao príncipe saudita, Mohammed bin Salman.

Simone Silva

A Turquia lançou uma acusação a 20 cidadãos sauditas devido ao assassinato de Jamal Khashoggi, jornalista do ‘Whashington Post’. Dois dos acusados têm uma ligação próxima ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, de acordo com o ‘Independent’.

O jornalista foi assassinato em 2018, no consulado do reino em Instambul e de acordo com um comunicado emitido por Irfan Fidan, procurador-chefe da cidade turca, os autores do crime são 15 cidadãos sauditas, encomendados por três agentes secretos e sob as ordens do ex-conselheiro real Saud al-Qahtani e do ex-vice-diretor dos serviços de informação, Ahmed al-Asiri, ambos muito próximos do príncipe herdeiro.



A justiça turca acusa assim Qahtani e Asiri de «instigarem um assassínio premeditado que visou tormento através de instintos malévolos», exigindo que os 20 suspeitos sejam condenados a prisão perpétua. Foram emitidos diversos mandados de captura, contudo, sem sucesso, visto que nenhum se encontra na Turquia, sendo provável que o julgamento aconteça à revelia, segundo o ‘The Guardian’.

Passados cerca de 18 meses do crime, o corpo de Khashoggi, de 59 anos, ainda não foi encontrado. As autoridades dos serviços de informação dos Estados Unidos, investigadores independentes e dissidentes sauditas acreditam que o príncipe Mohammed bin Salman ordenou o assassinato do jornalista, que muitas vezes criticou a brutalidade e os caprichos do herdeiro saudita.

A acusação turca teve por base os registos telefónicos dos suspeitos, mas também testemunhos e dados recolhidos nos dispositivos electrónicos da vítima.

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