A Terra vai atingir a sua distância máxima do Sol esta quinta-feira: com o verão em pleno andamento após o solstício de 21 de junho, e num momento em que o hemisfério norte está a viver a estação mais quente do ano, a Terra está prestes a atingir o ponto da sua órbita mais afastado do Sol, conhecido como afélio. Nessa altura, a distância à nossa estrela ultrapassará os 152 milhões de quilómetros.
Este ano, o afélio será atingido esta quinta-feira, às 18h56.
A Terra gira em torno do Sol ao longo de uma órbita elíptica, ou seja, não circular, completando uma volta em aproximadamente 365 dias e 6 horas (daí a necessidade de anos bissextos de quatro em quatro anos para compensar este ‘erro’). Esta forma elíptica foi descrita pela primeira vez pelo astrónomo alemão Kepler, contemporâneo de Galileu Galilei.
Devido a esta excentricidade, existem dois momentos distintos durante o ano: quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) e quando está mais afastada (afélio).
O periélio ocorre no início de janeiro, quando a Terra se encontra a cerca de 147 milhões de quilómetros do Sol. O afélio, por outro lado, ocorre no início de julho e marca o ponto em que está mais afastado: cerca de 152 milhões de quilómetros, recordou o site ‘Tempo.pt’.
O nome vem dos termos gregos “apó” (longe) e “helios” (Sol), e foi Kepler quem o introduziu para descrever esta altura do ano.














