Alunos do 2º ano terminam hoje provas para avaliar velocidade e erros de leitura

Nesta prova — que não é um momento de avaliação nem interna nem externa, ou seja, os alunos não terão notas — estarão envolvidos os professores titulares da turma e os professores bibliotecários

Executive Digest
Junho 20, 2025
7:45

Terminam esta sexta-feira as provas para aferir a velocidade e erros de leitura dos alunos do 2º ano de escolaridade. De acordo com o Ministério da Educação, será um “breve exercício de um minuto de leitura, enquadrado numa actividade coordenada com a biblioteca escolar”.

Nesta prova — que não é um momento de avaliação nem interna nem externa, ou seja, os alunos não terão notas — estarão envolvidos os professores titulares da turma e os professores bibliotecários.

O professor titular vai orientar uma tarefa de leitura a partir de um texto que será lido por todos os alunos, a partir do qual fará a medição do desempenho de cada um. Serão medidos dois indicadores: o primeiro é a velocidade de leitura, contando o número de palavras lidas num minuto pelo aluno, “para se medir a rapidez com que o aluno consegue ler um texto predefinido”; o segundo é a precisão, contando o número de palavras que foram “alvo de omissões, substituições ou inserções, inclusive no que diz respeito à acentuação das palavras”.

Esta tarefa individual de leitura não deverá ultrapassar os cinco minutos de duração, entre preparação e o momento de leitura em si.

Para o Ministério da Educação, este diagnóstico permitirá aos professores ter “uma perspectiva comparada sobre a fluência leitora dos seus alunos”, o que lhes permitirá “ajustar as suas intervenções pedagógicas à medida das necessidades de aprendizagem” dos estudantes. Além disso, poderá contribuir para “reflexões de foro curricular e pedagógico, permitindo a elaboração de referenciais de leitura”.

“Vários estudos internacionais evidenciam que a fluência na leitura é um forte preditor do desempenho académico dos alunos”, reforçou o ministério. Como tal, “uma avaliação e uma intervenção precoce, especialmente no 1º ciclo do ensino básico, são fundamentais para garantir que os alunos desenvolvem bases sólidas para a aprendizagem e que nenhum aluno fica para trás”.

Este diagnóstico tem base numa parceria entre o IAVE (Instituto de Avaliação Educativa) e a RBE (Rede de Bibliotecas Escolares).

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