A Índia, principal fornecedor mundial de medicamentos genéricos, está a limitar a exportação de 26 ingredientes farmacêuticos activos (APIs), bem como dos medicamentos feitos a partir dessas componentes, com o objectivo de combater uma eventual falta de medicamentos, de acordo com a agência Reuters.
Fruto desta gestão, um dos principais mercados recetores, a Europa, “começa a dar sinais de pânico”, avança a agência com base nas declarações de Dinesh Dua, presidente do Conselho de Promoção e Exportação de Produtos Farmacêuticos da Índia (Pharmexcil). Este responsável revelou que alguns dos medicamentos alvo da restrição, costumam ser exportados em massa para a Europa e Estados Unidos, facto que está a preocupar bastante o continente europeu.
«Tenho recebido muitos telefonemas por parte do continente europeu, uma vez que nós (Índia) controlamos quase 26% dos pedidos europeus de genéricos. Neste sentido, a Europa está em pânico», refere citado pela Reuters.
O paracetamol, um dos analgésicos mais utilizados, está incluído nos medicamentos restritos, mas também o antibiótico metrodanizol, várias versões da vitamina B e ainda outros produtos, num total de 450 medicamentos, de acordo com informações do Governo indiano.
«Tenho recebido muitos telefonemas por parte do continente europeu, uma vez que nós (Índia) controlamos quase 26% dos pedidos europeus de genéricos. Neste sentido, a Europa está em pânico», refere citado pela Reuters.
Em Portugal, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, afirmou nesta quarta-feira, não existirem «preocupações» ao nível do abastecimento e dos ‘stocks’ de produtos no sector farmacêutico, não havendo por isso motivos para alarme.
«Tive ainda anteontem uma reunião com um conjunto de sectores da economia portuguesa e do lado do sector farmacêutico nesta matéria, não há, neste momento, preocupações relativamente a abastecimento e stocks'”, garantiu Pedro Siza Vieira citado pela RTP.
A reunião de hoje sobre o Covid-19 analisou a forma de operacionalizar o reforço dos stocks de medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos de protecção individual (EPI) em 20%. Ficou decidido que a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Infarmed vão emitir orientações relacionadas com a utilização da reserva de medicamentos, dispositivos médicos e EPI, bem como reforçar os meios de comunicação da DGS.







