Desde 2016, quando os britânicos disseram “sim” à saída da União Europeia, que o número de empresas a mudarem a sua sede para os Países Baixos não pára de crescer. De acordo com a Netherlands’ Foreign Investment Agency (NFIA), somam-se já 140 companhias, sendo que mais de metade (78) mudou-se para o país no ano passado.
A mesma agência, reportada pela Euronews, aponta mesmo para o Brexit e para o clima de incerteza como principais factores para o aumento do interesse no país. Estima ainda que os novos inquilinos criem mais de 4200 postos de trabalho e que invistam 373 milhões de euros na economia holandesa.
Em cima da mesa estão acordos com outras 425 empresas que esperam sobreviver ao Brexit através de uma mudança de localização – não só britânicas, mas também norte-americanas e asiáticas. A NFIA indica que, por esta altura no ano passado, eram apenas 175 as empresas a atravessar este processo. Fintech, IT, Media e Publicidades são os sectores de olhos postos nos Países Baixos.
Recorde-se que o Reino Unido deixou a União Europeia a 31 de Janeiro, mas que o período de transição se estende até ao final deste ano. Ainda não estão definidos os termos exactos da relação entre as duas partes a partir de 2021, nomeadamente em termos de trocas comerciais, e o primeiro-ministro britânicos já garantiu que não pedirá um novo adiamento do prazo para garantir liberdade de circulação.
«Vemos que a incerteza ainda está a crescer em muitas empresas. Elas estão a aguardar para tomar decisões de investimento até que se saiba mais sobre o impacto destes novos acordos económicos nas suas operações», sublinha Jeroen Nijland, comissário da NFIA.
O responsável frisa ainda que o facto de a população dos Países Baixos falar inglês, de existir uma excelente ligação ao Reino Unido através de estrada, barco, comboio e avião e de contar com uma forte infra-estrutura digital são pontos a favor do país.






