O Kremlin garantiu, esta quarta-feira, que o Tribunal Penal Internacional (TPI) “não representará uma limitação” para as relações diplomáticas com outros países, na sequência da viagem oficial do presidente russo à Mongólia, membro do Estatuto de Roma, que no entanto não prendeu Vladimir Putin, apesar do mandado de prisão emitido.
“Toda a questão do TPI, que não reconhecemos, não pode ser e não será uma limitação ao desenvolvimento das relações entre a Rússia e os seus parceiros, Estados interessados em desenvolver relações bilaterais e na aplicação de contratos internacionais”, afirmou Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin.
“É algo que podemos dizer de forma inequívoca”, sublinhou, afirmando que “a maioria global tem uma visão muito mais ampla das possibilidades de cooperação internacional do que as vendas colocadas pelo TPI”, citado pela agência de notícias russa ‘Interfax’.
O Kremlin abriu as portas para Putin fazer mais visitas aos países membros do TPI, enfatizando que Moscovo é guiado “por parte da maioria global”. “Nós mesmo demonstramos interesse e implementaremos esses planos”, acrescentou.
A visita de Putin à Mongólia, a sua primeira ao país asiático desde 2019, adquiriu especial relevância, principalmente porque o presidente russo não tinha visitado um Estado-membro do TPI desde que entrou em vigor o mandado de detenção emitido contra ele em março de 2023, ligado à deportação forçada de crianças ucranianas, considerado um potencial crime de guerra.
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