Alemanha promete mais deportações após esfaqueamento em massa que resultou em três mortes

Ataque – levado a cabo por um jovem de 26 anos, suspeito de ser membro do Estado Islâmico da Síria, que resultou na morte de três pessoas – alimentou tensões políticas sobre as regras de asilo e deportação, a pouco tempo das eleições estaduais germânicas

Francisco Laranjeira

O chanceler alemão, Olaf Scholz, prometeu esta segunda-feira intensificar as deportações na Alemanha, durante uma visita a Solingen, onde um esfaqueamento mortal em massa ligado ao Estado Islâmico encorajou a oposição de extrema-direita e alimentou as críticas à forma como o seu Governo lida com a migração.

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“Teremos de fazer tudo o que pudermos para garantir que aqueles que não podem e não têm permissão para permanecer na Alemanha sejam repatriados e deportados”, garantiu Scholz na cidade ocidental, onde depositou uma flor no local do crime. “Isto foi terrorismo, terrorismo contra todos nós”, acrescentou.

O ataque – levado a cabo por um jovem de 26 anos, suspeito de ser membro do Estado Islâmico da Síria, que resultou na morte de três pessoas – alimentou tensões políticas sobre as regras de asilo e deportação, a pouco tempo das eleições estaduais germânicas.

O grupo militante islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque, que ocorreu na passada sexta-feira à noite durante um festival que celebrava os 650 anos de história de Solingen – além dos três mortos, oito ficaram feridos, alguns em estado grave.

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que faz campanha pela repressão da migração, aproveitou o ataque na sua campanha eleitoral, com o principal candidato do partido na Turíngia, Bjoern Hoecke, a propor aos eleitores a escolha de “Hoecke ou Solingen”.

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O ataque colocou pressão sobre Scholz, uma vez que os seus sociais-democratas, juntamente com os seus parceiros de coligação Verdes e Democratas Livres, magoados por meses de disputas, estão atrás nas sondagens.

Num sinal de retórica mais dura, Scholz prometeu em outubro de 2023 aumentar as deportações em “grande estilo” – uma promessa que repetiu após a sua visita ao local do ataque em Solingen. Em junho último, Scholz garantiu que iria adotar uma postura mais dura em relação à deportação depois de um afegão ter esfaqueado um polícia, que viria a morrer mais tarde devido aos ferimentos, durante um ataque a uma manifestação de direita na cidade de Mannheim.

Segundo o chanceler, as deportações aumentaram cerca de dois terços em comparação com os níveis de 2021. “Mas isso não é razão para nos sentarmos e relaxarmos”, acrescentou, dizendo que o Governo está a procurar formas legais e práticas de aumentar os números.

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