O Tribunal Federal de Justiça alemão decide, na manhã desta terça-feira a sentença de antiga secretária de campo de concentração nazi.
Em dezembro de 2022, uma antiga secretária de um campo de concentração nazi foi condenada a uma pena suspensa de dois anos de prisão por um tribunal no norte da Alemanha, o Tribunal Regional de Itzehoe, em Schleswig-Holstein, pelo seu papel na morte de mais de 10 mil pessoas. Irmgard Furchner, atualmente com 99 anos, trabalhou entre 1943 e 1945 como tipógrafa no campo de concentração de Stutthof, na Polónia.
De acordo com um porta-voz do tribunal, a arguida disse lamentar o que aconteceu e ter estado lá na altura.
Os advogados pediram que a sua cliente fosse absolvida, alegando que, pelo facto de estar presente, não tinha necessariamente de saber das atrocidades cometidas. A defesa também argumentou que as provas não tinham demonstrado, sem margem para dúvidas, que Furchner sabia das mortes sistemáticas no campo, o que significava que não havia provas de intenção, tal como exigido para a responsabilidade criminal.
O procurador considerou que Irmgard Furchner teria podido ver do seu gabinete grandes partes do campo, incluindo uma área onde chegavam novos prisioneiros, e também deve ter podido ver e cheirar o fumo proveniente da queima de corpos no crematório.
A acusação imputa a Furchner ter “ajudado e incitado os responsáveis do campo no assassinato sistemático dos prisioneiros entre junho de 1943 e abril de 1945, na sua função de estenógrafa e datilógrafa no gabinete do comandante do campo”.
Dezenas de milhares de pessoas morreram em Stutthof e nos seus campos satélite, ou em marchas da morte no final da Segunda Guerra Mundial.
De acordo com a agência noticiosa alemã, DPA, o Procurador Maxi Wantzen afirmou, nos argumentos finais, que “estes processos têm um significado histórico notável”.













