O preço da Bitcoin sofreu uma queda acentuada de mais de 25% durante a turbulência global do mercado em 5 de agosto. No entanto, novos sinais sugerem que essa queda pode ser uma armadilha para investidores pessimistas, e a criptomoeda pode estar prestes a recuperar o seu valor e até atingir um novo recorde em 2024.
Desde julho, a Bitcoin tem registado mínimas mais baixas, enquanto o Índice de Força Relativa (RSI) semanal aponta mínimas mais altas, sinalizando uma possível reversão na tendência de queda.
A presença desse padrão indica que os investidores estão confiantes numa possível recuperação, sendo que há potencial para que o preço alcance os 66.500 dólares até setembro, e possivelmente atinja um novo recorde de 79.000 nos próximos meses, revela os especialistas ao ‘CoinTelegraph’.
Dados da onchain mostram que grandes investidores, conhecidos como “baleias”, estão a novamente a acumular Bitcoins, retirando grandes quantidades da criptomoeda das exchanges. Esse comportamento é visto como um sinal de confiança no ativo, sugerindo que esses investidores esperam que o preço da Bitcoin suba no futuro próximo.
A última vez que ocorreu uma retirada tão significativa foi em 2015, antes de uma alta histórica que levou o preço do Bitcoin a 20.000 dólares em 2017.
O cenário macroeconómico também favorece a Bitcoin. Dados recentes do CME indicam uma probabilidade de 100% de corte nas taxas de juros pela Reserva Federal norte-americana (Fed) em setembro, com uma maioria a esperar uma redução de 25 pontos-base. Esse corte pode impulsionar ainda mais o preço da Bitcoin, já que a criptomoeda é vista por muitos como uma reserva de valor em tempos de incerteza económica.
No entanto, o mercado permanece cauteloso com a divulgação dos dados de inflação nos EUA em 14 de agosto, revela a mesma fonte. Qualquer aumento inesperado na inflação pode influenciar a decisão da Fed sobre as taxas de juros, impactando negativamente o mercado de criptomoedas.














