O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, mencionou Haifa como um potencial alvo para um ataque de mísseis, o que naturalmente deixou os seus moradores preocupados, de acordo com os media israelitas.
O autarca de Haifa, Yona Yahav, disse à emissora pública de Israel que o arsenal do Hezbollah “não é o mesmo da Segunda Guerra do Líbano. São mísseis muito precisos, e espera-se que eles disparem 4 mil mísseis contra nós a cada dia”.
“É para isso que estamos a preparar os nossos cidadãos. De qualquer forma, estamos a pedir que preparem comida e água suficiente, porque esperamos que tenham de ficar em abrigos e áreas seguros durante quatro e seis dias”, acrescentou.
Haifa prepara-se para um possível ataque: o Rambam, maior hospital do norte do Estado hebraico, está pronto para acolher até dois mil doentes. O parque de estacionamento subterrâneo tem agora um espaço com todos as capacidades para prestar cuidados de saúde. Há salas de cirurgia, uma maternidade e abastecimentos médicos empilhados nos cantos. Mas não há pacientes – ainda.
O Centro Médico Rambam escavou este bunker após a guerra entre Israel e Hezbollah em 2006. Normalmente é um estacionamento de vários andares, mas pode ser transformado em um hospital em menos de três dias.
No entanto, o problema é ainda mais extenso: de acordo com o jornal económico israelita ‘TheMarker’, o porto de Haifa, no norte da Palestina ocupada, e uma porta de entrada comercial próxima estão entre os principais alvos do Hezbollah se eclodir uma guerra total com o regime de Telavive: segundo a publicação, as autoridades israelitas têm lutado para desenvolver planos de emergência sobre redirecionar o comércio para o porto estatal de Ashdod, localizado no sul das terras ocupadas – no entanto, os importadores de alimentos, grãos e ração animal estão relutantes com esta solução uma vez que a cidade tem infraestruturas e instalações precárias.
Haifa foi responsável por 75% das importações de alimentos para Israel em 2023, sustentou a publicação, salientando que um eventual fecho do porto complicará os problemas comerciais já registados devido aos ataques dos Houthis ao porto israelita de Eilat.


















