“Queremos recuperar até ao final do ano as restantes listas de espera do SNS”, garante Montenegro

Primeiro-ministro esteve esta quinta-feira no Hospital de Santa Maria, em Lisboa

Francisco Laranjeira

“O Governo está a cumprir as suas prioridades no plano de emergência da Saúde”, garantiu esta quinta-feira Luís Montenegro, à saída do Hospital Santa Maria, em Lisboa.

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“Elencámos como prioritário recuperar a lista de espera dos doentes oncológicos e foi materializado, todos o que tinham ultrapassado o tempo máximo de resposta garantido ou foram operados ou viram as cirurgias agendadas para as próximas semanas”, referiu o primeiro-ministro.

“Esta prioridade elencada foi cumprida. Vamos continuar a executar o plano e queremos recuperar até ao final do ano as restantes listas de espera. Vamos fazer um esforço no SNS. Destaco que esta recuperação ocorreu com intervenções em 99% dos casos a serem realizados no SNS, para todo os que duvidam do nosso empenho em manter vivo e salvar o SNS”, apontou, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa, após a visita ao Serviço de Oncologia e às instalações renovadas da Maternidade Luís Mendes da Graça, localizada no Hospital de Santa Maria.

“Não é por acaso que estamos a executar um plano de emergência e transformação na Saúde. Não vamos ter capacidade de resolver tudo de um dia para o outro, vamos ter várias intervenções ao mesmo tempo para podermos recuperar a capacidade de resposta do SNS”, frisou Montenegro, salientando que “está a ser tão difícil quanto esperávamos porque era uma situação muitíssimo má. O ponto de partida era muito maus. Quer dizer que, com responsabilidade, vamos cumprir os objetivos que estão traçados”, concluiu, reforçando que “as grávidas têm razão de estar seguras”.

“Os problemas não estão resolvidos, são problemas de fundo e estruturais. Encaramos a nossa função com grande sentido de responsabilidade”, salientou Montenegro, salientando que a presença de Marcelo Rebelo de Sousa “não é um chapéu de chuva ou de sol porque não precisamos destes instrumentos. Temos capacidade para andar ao vento, à chuva ou ao sol”.

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As 14 medidas prioritárias ainda por implementar do plano do Governo nas próximas três semanas, referiu o chefe de Executivo, “não são um sinal de falhanço” do Governo. “Há cumprimento, estamos a cumprir todas as metas que nos propusemos. Vamos fazer tudo para cumprir todas as 54 medidas do plano de emergência e transformação da Saúde. Sabemos que há necessidade de reforçar os serviços, contratar gente, melhorar as próprias instalações e criar condições para surgirem os resultados.”

A situação nos hospitais tem-se deteriorado significativamente, com numerosos constrangimentos nos serviços de urgência. Este fim de semana, seis serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia na região de Lisboa e Vale do Tejo estiveram encerrados, obrigando o transporte de mulheres grávidas para hospitais privados. Este problema é reflexo da escassez de profissionais e da elevada pressão sobre os serviços de saúde pública.

Nos últimos dois meses, a região de Lisboa e Vale do Tejo viu a transferência de 42 grávidas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para hospitais privados. Esta medida faz parte de um protocolo estabelecido pelo governo anterior para mitigar a falta de pessoal nos hospitais públicos, mas tem gerado preocupações quanto à adequação e eficácia do atendimento prestado.

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