O crescimento económico da Índia em 2024 está a destacar-se no cenário global, com uma projeção de aumento de 7% do PIB, colocando o país à frente do crescimento na Ásia.
Este crescimento, aliado às peculiaridades da economia indiana, sugere que o país pode estar a pular uma etapa tradicional do desenvolvimento económico, ao passar diretamente de uma economia agrária para uma economia de serviços, deixando o setor industrial em segundo plano, revela o ‘elEconomista’.
Historicamente, o desenvolvimento económico tem sido marcado por uma transição gradual de uma economia agrária para uma industrial, antes de alcançar uma base centrada em serviços. O setor de serviços, que já representa mais de 55% do PIB indiano e cresce 10% ao ano, é o principal motor de emprego e crescimento no país.
Contudo, essa rápida transição gera preocupações. Embora a Índia esteja a avançar para se tornar a terceira maior economia do mundo, superando Alemanha e Japão, este salto em direção aos serviços pode ter custos elevados, principalmente no que diz respeito à capacidade do país de empregar a sua enorme população.
Nos últimos anos, a indústria indiana enfrentou desafios consideráveis, como a saída de construtores internacionais, incluindo a Ford e a General Motors, que apontaram a crescente concorrência e as dificuldades operacionais como razões para encerrar as suas atividades no país. Além disso, as taxas elevadas, leis trabalhistas antiquadas e incertezas regulatórias dificultam o desenvolvimento industrial na Índia.
Essa situação contrasta com o crescimento vigoroso do setor de serviços, especialmente em tecnologia da informação, onde cidades como Bangalore se destacam como polos tecnológicos globais.
Com uma população em idade ativa que continua a crescer, a Índia enfrenta o desafio de criar 115 milhões de novos empregos até 2030, o que exigirá um esforço conjunto entre indústria e serviços.














